Brasília (DF) – O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) intensificam o monitoramento da situação hídrica dos Sistemas Cantareira e Reservatório Equivalente do Paraíba do Sul, que abastecem as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente.
O trabalho conjunto visa garantir transparência, organização no uso compartilhado da água e suporte ao planejamento de abastecimento urbano, além de proteger os usos múltiplos dos recursos hídricos nas bacias dos rios.
No Sistema Cantareira, gerido em conjunto pela ANA e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), os níveis encerraram janeiro de 2026 com 23% do volume útil, na Faixa 4 – Restrição, conforme a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017. Em fevereiro, impulsionado por chuvas, o reservatório alcançou 32,01% do volume útil, saindo da faixa de restrição e assumindo uma condição operacional menos crítica.
“As instituições acompanham os dados de níveis, vazões e armazenamento do manancial de modo a subsidiar decisões operativas. As agências reforçam a importância da adoção de medidas operacionais de gestão da demanda pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) no âmbito dos serviços de abastecimento de água, assim como recomendam a adoção de medidas pelos demais usuários para preservar o volume de água nos reservatórios”, afirma a diretora-presidente interina da ANA, Ana Carolina Argolo.
O Reservatório Equivalente do Paraíba do Sul, que integra os reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, fechou janeiro de 2026 abaixo da média histórica. Com as chuvas de fevereiro, os níveis subiram para 40% do volume útil, melhorando as condições hidrológicas e reduzindo riscos para o abastecimento da população fluminense.
O monitoramento constante é realizado por meio do Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (SAR), que divulga dados públicos sobre armazenamento, vazões e faixas de operação. No Cantareira, isso orienta o cálculo de vazões e a gestão da Sabesp na Grande São Paulo.
A cooperação entre entes federativos é essencial, atendendo milhões de pessoas. As informações estão disponíveis em painéis da ANA, com regras definidas em resoluções acessíveis para os sistemas Cantareira e Paraíba do Sul.
O foco do MIDR e da ANA é a prevenção, planejamento e segurança hídrica, fortalecendo a capacidade de enfrentar secas e variações climáticas.
Com informações do Governo Federal