Sem as principais estrelas que ajudaram a equipe a conquistar o título nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, a seleção argentina masculina de basquete chega ao Torneio Pré-olímpico de Las Vegas preocupada em defender seu novo status. Em entrevista ao jornal Clarin, o ala/armador Carlos Delfino reconheceu que esta é uma das preocupações da equipe.
“Nós somos a seleção argentina, temos um prestígio a defender e estamos em Las Vegas para atingir nosso principal objetivo: classificar a equipe para os Jogos Olímpicos”.
Aos 24 anos, Delfino considera que o time ainda precisa evoluir para atingir seu melhor estágio, mas a união necessária já existe. “Nós ainda temos o que melhorar e talvez o ponto principal seja não termos treinado todos juntos um longo período. Foram apenas três semanas de preparação”, avalia.
Na luta por uma das duas vagas classificatórias em Pequim, a Argentina está sem Manu Ginobili, Pepe Sanchez, Fabrício Oberto, André Nocioni e Ruben Wolkowyski. Apesar disso, Delfino está confiante. “Temos a mensagem que este grupo extraordinário deixou, cada jogador tem um papel e não dependemos de ninguém. Podemos ser perigosos de várias maneiras e se agirmos assim podemos ser bem-sucedidos”.
Atento aos adversários, o jogador do Toronto Raptors destaca o esquadrão norte-americano no torneio. “Eles têm Kobe Bryant, o melhor jogador do mundo por sua presença, intensidade e talento; LeBron James, o homem mais perigoso do perímetro, e Jason Kidd. Eles não são invencíveis, mas vai ser difícil superá-los”.
Para o ala/armador, Canadá, Brasil e Porto Rico serão outros adversários perigosos. “O Brasil tem uma equipe muito importante e completa em todas as posições e Leandrinho e Nenê darão uma contribuição fundamental”.
A Argentina está no grupo A da primeira fase, juntamente com Panamá, Porto Rico, Uruguai e México. Sua estréia será nesta quinta-feira, enfrentando os uruguaios a partir das 16h30.
Somente as quatro seleções primeiro colocadas de cada grupo seguem para a segunda fase do torneio, enfrentando os classificados da chave B, que reúne Brasil, Canadá, Ilhas Virgens, Venezuela e Estados Unidos.