Depois de acusar a Fórmula 1 de desorganização e incoerência em suas decisões extra-pista, o espanhol Fernando Alonso foi novamente duro em reclamações neste sábado, logo após ser penalizado com a perda de cinco posições no grid de largada para o GP de Monza, que o colocou na incômoda décima colocação, muito atrás do vice-líder Michael Schumacher, segundo no grid.
“Quando a Ferrari reclama, você nunca pode ficar tranqüilo, porque qualquer coisa pode acontecer. Fizemos o que nos cabia, dentro das regras desportivas. Por isso, tenho a consciência tranqüila. O problema é que eles deveriam checar vídeos das outras 15 corridas e mudar outros resultados. Foi uma atitude típica da Ferrari. Eles querem nos parar de qualquer jeito”, lamentou.
Segundo a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Alonso teria prejudicado o brasileiro Felipe Massa que vinha em sua última tentativa de volta rápida ao se posicionar no meio da pista e ao não dar chances de ultrapassagem. Assim, cancelou as três voltas mais rápidas do piloto na Super Pole e, conseqüentemente, fez com que ele caísse para o décimo posto.
Quem também mostrou indignação foi o diretor esportivo da Renault, o britânico Pat Symonds. Segundo ele, Massa não poderia ter reclamado já que contava com espaço para uma ultrapassagem. “Ele estava 100 metros atrás do Fernando, que estava tentando sair o mais rápido possível para queimar combustível e fazer um bom tempo".
Ele também adotou a postura de Alonso e fez fortes críticas às decisões da FIA. “O Fernando estava rápido, com boas parciais e com chances até de brigar pela pole. Para mim é estranho, principalmente depois de ver a saída em Instambul, em que a Ferrari mudou de trajetória quando quis, toda às vezes que quis e ninguém disse nada. É muito difícil ganhar o Mundial assim”, completou.