Há quem espere que a maior dificuldade da Renault para a temporada de 2007 seja a adaptação ao novos pneus Bridgestone ou à saída de Fernando Alonso. Porém, na escuderia francesa, uma espécie de consenso garante que o maior problema gira em torno dos motores congelados ao final do último ano.
Em 18 de setembro, a Federação Internacional de Automobilismo obrigou as equipes a utilizarem em 2007 os mesmo V8 que equipavam seus carros no final de 2006, onde apenas pequenas alterações seriam permitidas. “De fato, já tínhamos começado a desenhar um novo motor, e tínhamos conseguido um aumento de potência ao aumentar as rotações” lamenta Rob White, diretor de motores da Renault, que lamenta o limite de 19 mil rotações imposto pela FIA.
De acordo com White, o pouco tempo que a Renault teve para se adaptar às novas regras acabou atrapalhando o trabalho de seus engenheiros. “Em dois meses, tivemos que desenhar uma nova especificação e decidir as modificações que seriam feitas para encaixar o motor dentro das novas regras”, explicou.
O diretor-técnico Bob Bell concorda que os pneus não atrapalharam tanto quanto era esperado na Renault. Porém, não acha que o motor tenha dificultado tanto quanto o pacote aerodinâmico.
“A Bridgestone não nos obrigou a promover grandes alterações”, garante Bell. “A estabilização das regras da aerodinâmica tornaram os ganhos de performance mais difíceis de encontrar. Foi apenas isso que aconteceu”, completou o dirigente.