Tanques libaneses atacaram nesta segunda-feira militantes muçulmanos no campo de refugiados palestinos localizado no norte do Líbano. Ao menos oito civis foram mortos. Em dois dias de conflito, generic look o número de vítimas subiu para 65. Esta é considerada a pior violência interna no Líbano desde a guerra civil de 1975-1990.
Tanques invadiram o campo de Nahr al-Bared, drug que abriga cerca de 40 mil refugiados. Combatentes do grupo palestino Fatah al-Islam dispararam granadas e tiros contra postos do exército na área. Fontes palestinas disseram que o bombardeio matou oito civis e feriu 20. O número pode subir porque equipes de resgate não conseguiram chegar a algumas áreas.
No domingo, confrontos no campo e na cidade de Trípoli provocaram a morte de 27 soldados, 15 militantes e 15 civis. Trípoli, segunda maior cidade do Líbano, teve as escolas e universidades fechadas.
O Fatah al-Islam é um grupo que se instalou na região no final de 2006 e é acusado de ter ligações com a rede terrorista al-Qaeda e os serviços secretos sírios. Os 12 campos de refugiados palestinos que existem no Líbano, dominados por organizações político-militares, escapam há 40 anos ao controle do Exército libanês.
A reitora da USP, sales Suely Vilela, deu um prazo até a meia-noite desta terça-feira para os alunos desocuparem a reitoria da universidade. O prédio da reitoria foi invadido no último dia 3 e permanece ocupado desde então.
Pela manhã, a reitora se reuniu com um grupo de 30 alunos e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) para discutir a desocupação pacífica do prédio. Ao mesmo tempo, no comando de policiamento de choque da Polícia Militar, o coronel Joviano Conceição Lima reuniu integrantes de entidades de direitos humanos, representantes da reitoria e alunos para discutir a operação de reintegração de posse, caso os estudantes não deixem pacificamente o local.
Na reunião, a reitora propôs a formação de comissão composta por 16 pessoas (oito professores e oito representantes de alunos e servidores) que estudaria em 90 dias as reivindicações dos estudantes. Carlos Gimenez, representante dos alunos, afirmou que as propostas da reitora só teriam validade caso ela as tornasse públicas. O estudante afirma que os alunos que estão na reitoria – estimados em cerca de mil – resistirão à ação policial. Vilela se recusou a assinar um documento com as propostas, como pedem os alunos, mas garante que as propostas serão cumpridas.
O diretor do Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP), Magno de Carvalho, disse que as propostas da reitora não houve avanço algum em relação ao que havia sido discutido anteriormente. Segundo carvalho, somente a assembléia que será realizada às 12h30 de terça-feira poderia ou não decidir pela desocupação da reitoria.
A reitora afirma que a universidade prefere solucionar a ocupação pacificamente, mas não descarta o apoio da PM. Segundo Vilela, os alunos estão causando problemas como apropriação de documentos sigilosos, computadores e outros objetos. Suplicy confirmou, em conversa com os alunos, que um documento sigiloso teria de fato sido extraviado.
O senador Eduardo Suplicy tentará uma reunião nesta segunda com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberto Antonio Diniz, e com o governador José Serra (PSDB) para prorrogar o prazo de negociações para ao menos o final desta terça. Até às 14h30 desta segunda, o prédio da reitoria continuava tomado e cercados por carros e barricadas na rua da Reitoria para tentar dificultar o acesso da PM ao local.