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Brasil

Receita Federal e embaixador japonês discutem combate ao contrabando de cigarros

Encontro em Brasília reforça cooperação bilateral contra comércio ilegal, lavagem de dinheiro e devedores contumazes, com foco em ações regionais.

Redação Jornal de Brasília

08/01/2026 18h12

Foto: Divulgação/Receita Federal

Foto: Divulgação/Receita Federal

O novo embaixador do Japão no Brasil, Yasushi Noguchi, visitou na quarta-feira o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, em Brasília, para discutir temas de interesse comum na área aduaneira e tributária.

A reunião destacou o combate ao contrabando de cigarros, um problema regional que afeta a arrecadação, a concorrência leal e a saúde pública. Em 2023, a Receita Federal apreendeu cerca de 170 milhões de maços de cigarros ilegais, demonstrando a escala do desafio. Barreirinhas enfatizou a necessidade de ações coordenadas na América do Sul, com cooperação internacional, devido à origem de muitos produtos em países vizinhos.

Outro foco foi o enfrentamento aos devedores contumazes no setor de cigarros. A Receita estima que 10% do mercado formal é ocupado por empresas pequenas com altos débitos tributários, que persistem em operação por entraves legais. O secretário informou que uma nova legislação, a ser sancionada pelo presidente, fortalecerá a atuação estatal para encerrar essas práticas irregulares.

Os participantes também abordaram o combate à lavagem de dinheiro, com atualizações nas regras de troca de informações. A Receita ampliou reportes de administradores de fundos, instituições financeiras, fintechs e criptoativos, alinhando-se aos padrões da OCDE.

A cooperação tecnológica foi outro ponto da pauta, com investimentos em inteligência artificial, scanners e sistemas de identificação. Barreirinhas expressou interesse em expandir parcerias com empresas japonesas na fiscalização de cargas e passageiros.

O embaixador Noguchi reconheceu a importância dos temas e manifestou o interesse do Japão em aprofundar o diálogo com o Brasil contra ilícitos econômicos, fortalecendo a fiscalização aduaneira e um ambiente de negócios seguro.

Com informações do Governo Federal

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