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Brasil

"Paulista não garante nada para o futuro", avisa técnico do Pinheiros

Arquivo Geral

08/12/2009 0h00

A conquista do Campeonato Paulista feminino, na noite desta segunda-feira, consolidou a equipe do Pinheiros/Mackenzie como a grande sensação do voleibol no segundo semestre de 2009. Para triunar no Estadual, o time da capital paulista superou grupos com jogadoras bem mais badaladas, caso do Sollys/Osasco e do Blausiegel/São Caetano. O feito, porém, não ilude o técnico Paulo Coco.


“O título paulista não garante nada para o futuro”, avisa o treinador, cujo time já volta à ativa já nesta quarta-feira, quando viaja para Brusque (SC) a fim de jogar a estreia na Superliga, diante o Cativa/Opnnus, no dia seguinte.


O calendário apertado, aliás, é a primeira grande dificuldade a ser enfrentada pelas campeãs. “Não teremos o tempo ideal de preparação e descanso para o Nacional, além de termos que superar todo o desgaste emocional da final do Paulista. Vamos ter que trabalhar bastante, pois a temporada é longa e é preciso ter os pés no chão. Não tenho dúvida que nossos adversários virão muito fortes”, aponta o técnico.


Na principal competição entre clubes do Brasil, a meta da equipe feminina do Pinheiros segue a mesma de antes do Paulista: alcançar as semifinais. Porém, Coco já se permite até sonhar um pouco além. “Chegando à semifinal, vamos tentar dar um novo passo. Essa conquista nos dá a possibilidade e sonhar em jogar com condições de igualdade com todos os times”, comenta.


Auxiliar técnico de José Roberto Guimarães na seleção brasileira feminina, Paulo Coco precisou ausentar-se constantemente dos treinamentos do clube até o mês de novembro, devido aos compromissos com a seleção, na qual trabalhou junto com atletas dos rivais Osasco e São Caetano. Mesmo sem o treinador, as jogadoras do Pinheiros puderam estar lado a lado quase o tempo todo – Lia, Fernanda Garay e Fabíola só vestiram a camisa verde-amarela durante o Final Four, torneio de curta duração disputado no Peru, em setembro.


“Não acho que isso foi determinante na conquista do título”, analisa Coco, antes de expor seus argumentos. “Seis jogadoras do Osasco passaram o tempo todo treinando na seleção, então elas estavam entrosadas. Só a levantadora Carol que não foi convocada, mas ela já conhece as atletas”, afirma.


O segredo do Pinheiros, aponta Coco, foi justamente a boa utilização de um orçamento limitado. “Tentamos selecionar jogadoras altas, forte e que têm potencial, mas ainda buscam um espaço no cenário do vôlei”, comenta o técnico. “E todas essas jogadoras podem almejar seleção, tanto que sempre estão na relação de 18, 19 relacionadas para os campeonatos”, lembra.


Feminino x Masculino – A realidade modesta do time feminino de vôlei do Pinheiros contrasta com a da equipe masculina, que conta com investimentos milionários e jogadores do porte de Giba, Rodrigão e Gustavo. Nada que incomode as meninas, assegura Paulo.


“A gente sabe que a realidade é diferente. Cada um faz o seu trabalho”, comenta o técnico. “Mas tomara que esse nosso título dê um incentivo para que a gente consiga um aporte maior de grana”, emenda.


No Paulista masculino de vôlei, o Pinheiros/Sky caiu nas semifinais diante do Sesi, que posteriormente consagrou-se campeão da disputa.

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