Apesar de ser fã de pista molhada, Bruno Senna acredita que o volume de água que caiu durante o treino classificatório para o GP da Malásia foi exagerado. “Nunca vi uma pista aquaplanar tanto”, comentou o piloto, penúltimo no grid de largada.
Assim como a Ferrari e a McLaren, Bruno e a Hispania Racing foram pegos de surpresa pelo aumento da chuva ao longo do Q1. “Como quase todos, saí com pneus intermediários. Meu engenheiro até pediu para eu tentar economizá-los nas voltas iniciais porque havia a tendência da diminuição da chuva. Mas aconteceu o contrário: caiu mais água e acabei escapando depois de perder o contato das rodas com o solo. Depois, ainda voltei com pneus de chuva intensa, mas a pista estava muito mais lenta e perigosa”, contou.
Embora admita que o acerto não era o ideal para o estado do circuito, o brasileiro lembra que as dificuldades atuais da equipe espanhola são bem maiores. “Erramos na altura, mas não tínhamos experiência aqui nestas condições. O carro estava um pouco baixo, mas esse não é nosso maior drama. Estamos com problemas para fazer os pneus trabalharem corretamente e nos falta pressão aerodinâmica. O que um carro tem de deficiente no seco é muitas vezes amplificado no molhado”, lembrou.
Equipes e pilotos contam com a quase inevitável volta das chuvas fortes na prova deste domingo. Saindo da última fila, Bruno sabe que terá uma jornada difícil pela frente. Até mesmo o projeto de levar o carro até á bandeirada quadriculada está novamente ameaçado. “Se continuar chovendo desse jeito, não será fácil se manter na pista. Gosto de pilotar na chuva, mas na quantidade que vem caindo é muito complicado”, reconheceu.