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Brasil

Quatro times brigam pelo título da Superliga masculina

Arquivo Geral

07/12/2006 0h00

Se a questão financeira faz com que apenas um dos 12 campeões mundiais dispute a próxima Superliga masculina de Vôlei, que começa neste sábado, o torneio terá a compensação de ver uma disputa muita equilibrada. Com um grande número de times inscritos – quinze, no total –, o campeonato nacional tem pelo menos quatro fortes candidatos do título: a atual campeã Cimed, o Minas, vice nas últimas duas temporadas, a Unisul e o Banespa.

Surpresa da edição 2005/2006 da disputa, quando ficou com a taça em sua primeira participação, a Cimed entra em quadra em busca do bi. “A gente sabe da responsabilidade que temos, mas estamos mais experientes e equilibrados agora”, explica o técnico Renan Dal Zotto.

Membro da “Geração de Prata”, Renan reclama do grande número de partidas que, em algumas semanas, chegará a ser de três. “A competição inchada com 15 times é bom para o patrocinador, mas a gente tem que ter cuidado porque é uma carga pesada. Um bom plantel vai ser o diferencial. Se o título foi complicado, o bi será bem mais difícil”, aposta.

Contando com o ponteiro Samuel, reserva na vitoriosa campanha da seleção masculina no Mundial do Japão, o Minas/Telemig Celular quer apagar as campanhas das duas últimas temporadas, quando acabou derrotado no quinto jogo da série melhor-de-cinco da final. Para isso, tirou o técnico Mauro Grasso do Banespa, time que ele dirigia há mais de uma década.

“A torcida, o clube, está todo mundo ansioso por um resultado melhor este ano. Estamos trabalhando para isso, o grupo fez poucas trocas e ainda tem o Samuca, que é importante em termos de moral, fora as qualidades técnicas e físicas dele. Acho que temos tudo para chegar ao título”, aposta Grasso, ainda se acostumando à nova casa, onde já ficou com o título do Campeonato Paulista, competição que o Minas disputou ao lado do Pinheiros.

“É estranho porque o pessoal se acostumou a me ver de vermelho e agora todos se assusta quando me de azul. Mas comer pão de queijo e queijo minas é fácil para mim…”, comenta, aos risos.

Sinônimo de tradição no vôlei, o Banespa, ex-equipe de Grasso, aposta em um time de pratas da casa para recuperar a taça, conquistada na temporada 2004/2005. Vindo da equipe feminina do Finasa/Osasco, vice-campeã nacional, Paulo Coco alerta que o time deve crescer no decorrer dos meses. “Fazemos um trabalho a longo prazo, para nos playoffs a equipe estar no seu melhor. Temos potencial e mostramos que temos condições de jogar em igualdade contra qualquer equipe, como na final do Paulista, onde acabamos perdendo para o Minas”, explica o treinador.

Ele relembra o retrospecto da equipe nesta temporada para traçar suas expectativas para a Superliga masculina. “Acredito que a Superliga vai ser difícil por conta dos times do Sul, mas já conseguimos chegar à final do Paulista e à disputa dos Jogos Abertos. Então houve uma evolução”, aponta. “Chegar a uma decisão vai depender dos acontecimentos”, emenda.

Coordenador esportivo da Unisul/Nexxera, o ex-jogador Giovane Gávio ressalta que o objetivo de sua equipe este ano é “vingar” a campanha da última temporada, quando a equipe tinha nomes como o de José Roberto Guimarães e caiu nas semifinais. “Ano passado a gente tinha planos de chegar à final. Como saímos na semi, nossa temporada ficou abaixo do planejado. Temos que correr atrás do prejuízo agora”, prometeu.

Entre suas apostas está o meio-de-rede Henrique, campeão mundial com a seleção masculina de vôlei na Argentina, em 2002, repatriado da Itália, onde defendia o Latina. “Vamos tentar chegar à decisão, mas vai ser um campeonato longo e pesado ao mesmo tempo bom de disputar”, comentou.

Diretor de competições da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Renato D’Ávila aposta que esta será mais uma Superliga de revelação de talentos, como Bruno Resende e Sidão, astros da campanha da Cimed em 2005/2006. “Cada vez vamos conseguindo mais equipes, o vôlei tem mostrado renovação incessante. É sempre um ano melhor que o anterior para a Superliga. Atrações não faltam”, garante.

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