”Interlagos tornou-se especial sim, porque foi aqui que conquistei meu primeiro título”, admite Alonso, brincando com a possibilidade de uma catástrofe neste domingo também poder marcar um pouco mais sua passagem pelo país. “Se perder aqui também será especial”, acrescenta o espanhol, que tem 126 pontos, dez a mais que Michael Schumacher, único que pode evitar seu bicampeonato.
Para ficar com a taça, tudo o que Alonso precisa é marcar um ponto na prova. Neste caso, mesmo se Schumacher vencer, ele será campeão. “Vou para a corrida com a máxima concentração para fazer o melhor na última parte do trabalho”, diz, ressaltando que desta vez não há espaços para erros. Lembrando do ano passado, Alonso destaca que a situação era mais simples porque o GP não fechava o calendário.
Para minimizar as possibilidades de suas chances serem atrapalhadas, o espanhol fez a sua parte e usou de bom-humor para ilustrar sua dedicação. “Fizemos nosso trabalho para este fim de semana. Testamos em Silverstone e fui praticar mountain bike mas sem me machucar”.
”Tenho a mesma motivação da primeira corrida”, garante, destacando que desta vez a briga pelo título está mais complicada que no ano passado, quando sua vantagem sobre o finlandês Kimi Raikkonen era maior. "É (uma situação) completamente diferente. Tivemos a mesma vantagem no inicio deste ano, mas no ano passado fomos ajudados pelos problemas mecânicos que a McLaren teve. Este ano com a Ferrari, às vezes pudemos enfrentá-los ganhando ou perdendo. Mas com certeza a sensação era melhor no ano passado".
Mas o título entre os pilotos não é a única preocupação do espanhol. Em sua prova de despedida na Renault – em 2007, ele vai correr pela McLaren -, o espanhol pretende fazer o máximo para se despedir da Renault deixando a escuderia com o troféu dos Construtores. Para isso, ele espera uma nova dobradinha do time francês no pódio, a exemplo do que aconteceu em Suzuka. Alonso terminou a prova em primeiro com Giancarlo Fisichella na terceira colocação. A Renault é a atual líder do Mundial de Construtores com 195 pontos, nove a mais que a Ferrari.
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