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Quase 32 milhões de doses da Janssen estão sem uso em galpão em SP, diz TV

O Brasil assinou contrato com a farmacêutica americana, ainda em março de 2021, para a compra de 38 milhões de doses do imunizante

Por FolhaPress 26/01/2022 10h57
Foto: Reuters

Quase 32 milhões de doses da vacina da Janssen estão paradas, sem uso, em um galpão de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, segundo informação divulgada inicialmente pelo Jornal Nacional, da TV Globo, nesta quarta-feira (26).

O Brasil assinou contrato com a farmacêutica americana, ainda em março de 2021, para a compra de 38 milhões de doses do imunizante. Outras 3 milhões vieram de uma doação feita pelo governo dos Estados Unidos, em junho do ano passado.

Segundo a reportagem, um informe técnico do Ministério da Saúde publicado nesta quarta revela que dessas 41 milhões de doses, somente 9.202.380 doses foram distribuídas para estados e municípios na campanha nacional de imunização contra a Covid-19.

A reportagem procurou o Ministério da Saúde para saber o motivo das doses encalhadas e aguarda o retorno.

Em nota enviada à TV Globo, a pasta disse que alguns estados “solicitaram a suspensão do envio dos imunizantes devido à saturação da rede de frios [freezeres e geladeiras que servem para armazenar as vacinas]”.

O Ministério da Saúde confirmou ainda que 31,7 milhões de doses continuam armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos Estratégicos e que “poderão ser prontamente distribuídas quando solicitadas pelos estados”.

O governo brasileiro assinou contrato com a farmacêutica americana, ainda em março, para a aquisição de 38 milhões de doses de vacina contra a Covid. No caso da Janssen, seriam 16,9 milhões de doses entregues até o fim de julho, e o restante até novembro -o que de fato aconteceu.

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Em junho, a FDA, agência reguladora de medicamentos dos EUA, autorizou o envio de 3 milhões de doses de vacinas da Janssen ao Brasil. Na época, a previsão era que as vacinas deveriam ser distribuídas apenas às capitais -o que já estava sendo feito com a Pfizer, que exigia um esquema especial de manutenção a baixas temperaturas.

A vacina fabricada pela Johnson & Johnson teve eficácia global, calculada a partir de um ensaio clínico de fase 3 conduzido simultaneamente em oito países, incluindo o Brasil, de 66% -uma taxa considerada excelente para uma vacina de apenas uma dose. Já a proteção contra casos graves da doença é de 85%, segundo estudo realizado no ano passado.








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