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Brasil

Promotoria denuncia PM sob acusação de feminicídio em Embu das Artes, na Grande SP

Além da prisão preventiva do PM, a Promotoria pediu à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil para os herdeiros da vítima

Redação Jornal de Brasília

30/09/2026 13h47

feminicidio embu das artes

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

BÁRBARA SÁ
FOLHAPRESS


O Ministério Público denunciou sob acusação de feminicídio um policial militar pela morte da mulher em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O soldado Vinicius Costa Silva, 26, teria atirado contra a técnica em radiologia Larissa da Cruz Morata, 29, dentro do imóvel do casal.

Além da prisão preventiva (sem prazo para ser encerrada) do PM, a Promotoria pediu à Justiça a fixação de uma indenização mínima de R$ 100 mil para os herdeiros da vítima -entre eles, o filho de dois anos do casal.

A denúncia foi apresentada nesta semana e tramita sob segredo de Justiça. O Ministério Público pede que o soldado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Caso a denúncia seja aceita, Silva se tornará réu e uma ação penal será iniciada.

Larissa foi morta no dia 6 de setembro. O policial foi preso no dia seguinte e está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

Silva nega o crime e afirma que a mulher tirou a própria vida após ele pedir a separação. Procurado por mensagem e por telefone nesta quarta-feira (30), o advogado Roberto Montanari não respondeu à reportagem sobre a apresentação da denúncia.

A promotora Camila Bonafini Pereira diz que os laudos periciais contestam a versão apresentada pelo réu. Um dos elementos citados pela acusação é a trajetória do projétil -da esquerda para a direita- identificada no exame necroscópico. Larissa era destra.

A perícia apontou ainda que o disparo não foi encostado na cabeça e atingiu a vítima por trás, enquanto ela estava em pé.

Na reconstrução feita pelo Ministério Público, Silva pegou o seu revólver Taurus calibre .357 Magnum, entrou no banheiro onde a técnica em radiologia estava e disparou contra a cabeça dela. A acusação afirma que a ação foi repentina e impediu qualquer chance de defesa.

A Promotoria enquadrou o caso como feminicídio por considerar que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar, destacando que o casal mantinha união estável, morava na mesma casa e tinha um filho.

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