Promotor contesta laudo do monstro de Goiânia O laudo médico que classificou como psicopata Mohammed D’Ali Carvalho dos Santos, pharm que confessou de ter matado e esquartejado a turista Cara Marie Burke, de 17, em 26 de junho de 2008, está virando polêmica na Justiça de Goiás. Feito a pedido dos advogados de defesa, o laudo indicou que, além da perturbação mental, Mohammed, de 21 anos, agiu sob efeito de drogas.
“Eu não gostei do resultado. Esse laudo é controverso”, reagiu ontem o promotor Milton Marcolino dos Santos Júnior, do Ministério Público. Ele pretende contestar o resultado do documento, produzido por junta médica do Tribunal de Justiça, porque, acredita que o laudo indica que o rapaz é semi-imputável pelos crimes por ter reduzida capacidade de autocontrole.
Por meio de seu gabinete, o juiz e responsável pelo julgamento do rapaz nos próximos dias, Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ªVara Criminal de Goiânia, disse que “o laudo o declarou semi-imputável”. Isso significa que, se condenado, Santos teria reduzida a sua pena de um a dois terços. Ele está na Penitenciária Odenir Magalhães, em Aparecida de Goiânia.
A Junta Médica que avaliou o réu disse ser impossível considerá-lo um doente mental. Mas admite que ele sofre de alteração de personalidade. “Não há tratamento nem cura porque não se trata de uma doença”, comentou o médico Luiz Fernando Froés Fleury,
diretor da Junta Médica.
Morbidez
O crime ocorreu no apartamento de Mohammed, localizado no Setor Universitário, bairro de classe média em Goiânia. Ao ser preso, no dia 31 de julho do ano passado, ele tentou subornar os policiais e fez uma confissão informal.
Nesse depoimento preliminar, Mohammed disse que matou a garota, foi a uma festa e, depois, sob efeito de drogas, esquartejou o corpo. Com a câmera do telefone celular, o jovem fotografou o cadáver e enviou as imagens para alguns amigos. Com a ajuda de um deles, reuniu os restos de Cara Marie em malas e as jogou em diferentes pontos da cidade.
A polícia acredita que Mohammed tenha matado a inglesa garota que ela se recusou a se casar com ele. Os dois se conheceram em Londres no ano anterior e, aparentemente, o goiano tinha planos de obter cidadania inglesa com o casório.