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Brasil

Programadores dizem que máquinas estão cada vez mais criativas que humanos

Arquivo Geral

10/06/2008 0h00

Os programadores Shay Bushinsky e Amir Ban, troche criadores do Deep Junior – um programa que protagoniza emocionantes partidas de xadrez com humanos – afirmam que os computadores estão cada vez “mais criativos que os humanos” neste jogo, website pois “não têm complexos ou preconceitos”.


Bushinsky e Ban apresentaram recentemente seu último protótipo, o Deep Júnior 11, que enfrentou em duas partidas o heptacampeão espanhol Miguel Illescas, que tinha à sua disposição a versão anterior do programa, o Deep Júnior 10, em confrontos que terminaram empatados.


Em entrevista à Agência Efe, os dois programadores israelenses afirmaram que o Deep Junior 11 não aumentou o número de movimentos por segundo que calcula e que inclusive “agora é talvez 10% ou 20% mais lento que antes, mas procura de forma mais inteligente, vê mais, o que fica refletido nos resultados”.


Para os criadores do Deep Junior estes confrontos, junto com a contundente vitória de Fritz em 2006 sobre o então campeão do mundo, Vladimir Kramnik, “foram muito desalentadores e perturbadores para os humanos”, que “se deram por vencidos muito rápido”.


“Eu, como ser humano, desejaria que os humanos apresentassem mais resistência, não estou convencido de que as máquinas sejam melhores”, afirma Bushinsky.


Diante de algumas opiniões de que os computadores vencem os humanos por não cometerem erros graves, mas não criam “beleza” no tabuleiro com jogadas “geniais”, Amir Ban discorda totalmente e afirma que os programas são mais criativos que os humanos no xadrez, pois os humanos conservam alguns preconceitos, algo que as máquinas não têm, o que lhes permite “jogar da melhor forma que oferece a posição”.


“Avaliam a posição objetivamente e isto faz com que os computadores façam belas jogadas e as partidas sejam extremamente interessantes”, diz Amir.


 

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