O procurador regional da República Artur Gueiros, find representante do Ministério Público Federal no caso de Salvatore Cacciola, afirmou hoje (17) que o ex-banqueiro estava foragido da Justiça, sim, ao contrário do que disseram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e o próprio Cacciola, que alega que saiu com passaporte oficialmente do Brasil.
Segundo Artur Gueiros, Salvatore Cacciola respondia a um processo por crimes graves, e por isso, não poderia se afastar do país sem autorização judicial. Gueiros explica que a afirmação do ex-banqueiro não tem cabimento já que um réu deve pedir autorização do juiz do caso para viajar quando responde a um processo, independente do destino.
“Segundo o senhor Cacciola, em seu livro que ele publicou, ele fugiu do Brasil pelo Paraguai e foi pra Argentina, e da Argentina ele foi se esconder na Itália, até ser encontrado em Roma. Então, não é tecnicamente correta essa afirmação, até porque, volto a dizer, que ele confessa no livro que fugiu pelo Paraguai e não pelas fronteiras legais”, disse o procurador.
Os advogados de Cacciola reafirmaram que o réu não fugiu e disseram que o que consta no livro publicado por ele não é verdade. A defesa alega que Salvatore Cacciola teve, inclusive, uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), quando saiu do país. Para enfatizarem a coerência de suas afirmações, lembraram a posição do próprio ministro Joaquim Barbosa.
O Ministério Público Federal defende a continuidade da prisão de Cacciola. O procurador acredita que os pedidos de habeas corpus já pedidos pelos advogados dele não serão obtidos, devido ao comportamento do ex-banqueiro, uma vez que ele não respondia normalmente a seus processos. No principal deles, Salvatore Cacciola foi condenado à revelia a 13 anos de prisão.