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Brasil

Prisão de delegado não compromete imagem da PF, diz diretor-executivo interino

Arquivo Geral

16/09/2008 0h00

O diretor de combate ao crime organizado da Polícia Federal, ask Roberto Troncon Filho, there que assumiu interinamente a diretoria-executiva do órgão, dosage após a prisão do delegado Romero Menezes, disse hoje (16) que o fato não compromete a imagem pública da instituição. No entender dele, ao contrário, a prisão do segundo homem da hierarquia, apesar de não ser uma situação corriqueira, reforça a confiabilidade da PF .


“Me aponte uma instituição brasileira que atue com mais rigor e imparcialidade do que a PF”, questionou Troncon. “A PF tem dado provas de que, não importa quem, nem quão doloroso seja, mas o trabalho é sempre feito na regra do jogo”, acrescentou.


Troncon destacou que, uma vez recebido, o mandado judicial foi cumprido com rigor técnico. O próprio diretor-geral da PF, Luiz Fernado Côrrea, foi quem efetuou a prisão de Menezes, por volta das 10h da manhã. Os crimes atribuídos ao diretor executivo afastado, a partir de investigações realizadas em conjunto pela PF e o Ministério Público Federal (MPF)  no Amapá, são de advocacia administrativa (uso pelo servidor de sua condição para obter vantagens em proveito próprio ou de terceiros), formação de quadrilha e tráfico de influência em favor de funcionários do grupo EBX, de propriedade do empresário Eike Batista.


A atuação de Menezes teria sido motivada para favorecer a empresa de prestação de serviços do seu irmão, José Gomes de Menezes Júnior.


A prisão de Romero Menezes tem caráter temporário, com duração de cinco dias, e foi decretada porque a permanência dele no cargo poderia resultar em prejuízos às investigações. “É uma forma prevista no ordenamento jurídico para garantir a coleta das provas”, explicou Troncon. Ao fim do prazo, a prisão é relaxada, mas diante de um novo pedido do Ministério Público ela pode se transformar em preventiva, por decisão do juiz.


Outros dois mandados de prisão e sete de busca e apreensão relacionados à mesma investigação foram cumpridos hoje. Segundo Troncon, houve “acompanhamento do Ministério Público e a manutenção do sigilo necessário à medida”.


O delegado Romero Menezes já prestou depoimento à corregedoria da instituição e está, sozinho, em uma cela na carceragem da Superintendência da PF, em Brasília.


 

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