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Brasil

Primeira soltura de araras-canindés revive espécie extinta no Rio

Três fêmeas foram liberadas no Parque Nacional da Tijuca após aclimatação, marcando o retorno da espécie à capital fluminense.

Redação Jornal de Brasília

27/01/2026 14h16

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A plumagem colorida das araras-canindés voltou a colorir o céu do Rio de Janeiro com a primeira soltura da espécie no Parque Nacional da Tijuca, onde ela era considerada extinta. A organização Refauna, com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), libertou três fêmeas batizadas de Fernanda, Suely e Fátima no início de janeiro.

As aves foram transferidas do Refúgio das Aves, em Aparecida (SP), e passaram por um período de aclimatação no parque desde junho de 2024. Durante esse tempo, elas se adaptaram aos sons e cheiros da floresta, realizaram treinamentos de voo e aprenderam a se alimentar de frutas nativas, como jabuticabas, em plataformas suspensas para evitar associação com humanos.

Uma quarta arara, o macho Selton, adiou sua soltura devido a uma infecção pulmonar em recuperação. Ele aguardará um novo grupo de quatro a seis indivíduos, previsto para março, com liberação entre agosto e setembro deste ano.

Após a soltura, as araras serão monitoradas pela equipe do Refauna. Equipadas com anilhas, microchips e colares de identificação, elas podem ser recapturadas se necessário, especialmente para evitar aproximações perigosas com pessoas. A população pode contribuir por meio da Ciência Cidadã, enviando relatos via Instagram, WhatsApp ou o app SISS-Geo da Fiocruz.

O ICMBio, por meio da chefe do parque, Viviane Lasmar, enfatiza a importância da educação ambiental e a preparação de guias de turismo para interações responsáveis com a fauna. O parque apoia o projeto com infraestrutura, como viveiros para ninhos futuros.

A meta do Refauna é reintroduzir 50 araras-canindés em cinco anos, combatendo a defaunação na Mata Atlântica. Globalmente, a espécie não está ameaçada, mas regionalmente extinta no Rio, onde registros datam do século 16. O projeto segue iniciativas bem-sucedidas de reintrodução de outras espécies, como cutias e bugios, destacando a dependência da flora da dispersão de sementes por animais para a regeneração ecológica.

Com informações da Agência Brasil

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