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Brasil

PRF diz que caminhão teria invadido faixa contrária em acidente com 23 mortos

Colisão está sendo investigada em um inquérito aberto pela Polícia Civil e a PRF também deve emitir um laudo pericial sobre o acidente para colaborar com a apuração

Redação Jornal de Brasília

19/08/2026 18h45

acidente br 373

Foto: Divulgação/PRF

CATARINA SCORTECCI
FOLHAPRESS


A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil do Paraná disseram que o caminhão envolvido no acidente que deixou 23 mortos na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373 teria invadido a faixa contrária, o que gerou a colisão frontal com o micro-ônibus.

O acidente ocorreu no km 109 da BR-373, quando os veículos passavam pela cidade de Ipiranga, em um ponto de pista simples, por volta das 3h30.

O caminhão seguia no sentido de Ponta Grossa para Prudentópolis. Já o micro-ônibus, de Imbituva, estava levando pacientes e seus acompanhantes para hospitais da região metropolitana de Curitiba.

No momento do acidente, não havia chuva ou neblina, segundo a PRF.

A colisão está sendo investigada em um inquérito aberto pela Polícia Civil e a PRF também deve emitir um laudo pericial sobre o acidente para colaborar com a apuração.

O chefe da Delegacia da PRF em Ponta Grossa, Luis Berteli, disse que há um “indício forte de que o erro foi do caminhão”, mas acrescentou que a apuração está em andamento.

Questionado se o caminhoneiro pode ter dormido ao volante, o inspetor afirmou que “existe esta possibilidade pelo horário e pelas condições, porque não tinha nenhuma condição climática adversa, mas precisamos aguardar os laudos da perícia”, reforçou.

O motorista do caminhão está entre os 23 mortos. Segundo a Prefeitura de Imbituva, o nome dele é Alex Rivail, morador de Castro.

Segundo o inspetor, o caminhão é do tipo que realiza transporte de animais. No momento do acidente, ele estava sem nenhuma carga. Ainda de acordo com ele, o tacógrafo do caminhão “não estava em pleno funcionamento”.

O caminhão é de propriedade da empresa Meggatrans Transportes, com sede em Erechim, no Rio Grande do Sul.

A reportagem ligou para o celular vinculado ao CNPJ da empresa no cadastro da Receita Federal, mas a pessoa que atendeu disse que o número não pertence à transportadora. A reportagem também mandou email por volta das 17h, mas não teve uma resposta até a publicação deste texto.

A Prefeitura de Imbituva disse que o micro-ônibus pertence ao próprio município. A administração disse à Folha de S.Paulo que o veículo estava regular, com seguro, e começou a rodar há cerca de 2 meses.

Acrescentou que o transporte de moradores para hospitais da Grande Curitiba acontece diariamente.

Segundo a PRF, esse tipo de transporte é fiscalizado da mesma forma que os demais veículos, conforme as normas previstas no Código Brasileiro de Trânsito.

Familiares de vítimas do acidente começaram a chegar em Ponta Grossa no início da tarde. A cidade fica a cerca de 60 km de Imbituva e recebeu os cinco sobreviventes feridos.

Os corpos das vítimas fatais também foram levados para Ponta Grossa. Até as 18h, 14 vítimas já tinham sido identificadas pela Polícia Científica.

A Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública) informou que tenta concluir todas as identificações até o final desta quarta.

Segundo a Prefeitura de Imbituva, um velório coletivo pode ser realizado no Ginásio Municipal de Esportes, mas a decisão ficará a critério de cada família.

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