Entre os homens, a vitória foi o queniano Mathew Cheboi, seguido do tanzaniano Michael Tlumay e do pernambucano Francisco Barbosa dos Santos.
Muito feliz, Pretinha, que conquistou na semana passada o Sul-Americano de Cross Country, comemorou bastante o resultado. “É uma alegria imensa ter conquistado essa vitória logo na primeira edição. Senti um pouco de dificuldade nos últimos cinco quilômetros, mas consegui chegar em primeiro”, comentou a atleta, de 31 anos.
Agora, a corredora busca se garantir no Pan, onde quer disputar duas provas. “Vou atrás dos índices dos 5 e dos 10 mil metros. Vou correr dia 30 o Circuito de Pista, no Rio e depois no Troféu Brasil de Atletismo”, contou.
Segunda colocada no ranking brasileiro dos 10 mil metros, com 33min35s70, e terceira nos 5 mil metros, com 16min03s40, ela está animada. “Estou treinando bastante para conseguir essa vaga. Minha meta é baixar principalmente a marca nos 10 mil, em que tenho mais chances. Minha maior adversária é a Lucélia Peres”, disse Pretinha, que treina em Campina Grande (PB), mas vai fazer preparação especial em altitude por 40 dias em Bom Repouso, Minas Gerais. Atualmente, as duas vagas dos 5 mil metros estão com Fabiana Cristine da Silva e Lucélia Peres.
Assim como Pretinha, Marizete Moreira e Maria Zeferina Baldaia, terceira colocada, também buscam vagas para o Pan. “Vou correr a Maratona de Roma, no dia 18, e quero melhorar a minha marca de 2h41min”, revelou Marizete. “Vou conversar com o meu técnico para decidir em que prova vou tentar a vaga no Pan. Não sei se vai ser nos 10 mil ou na maratona. Consegui me classificar para o Mundial de Cross, no Quênia, mas por causa do Pan não vou participar”, afirmou Zeferina, campeã da São Silvestre de 2001.
Na prova masculina, o pernambucano Francisco Barbosa dos Santos, o Chiquinho foi o brasileiro mais bem colocado. Ele se distraiu no aquecimento, feito em frente ao Estádio Municipal do Pacaembu, chegou em cima da hora para a largada e nem teve tempo para amarrar o tênis. Correu os primeiros 800 metros com cuidado e só depois procurou um espaço seguro para amarrá-lo. “Fiz uma prova muito boa, seguindo sempre o meu ritmo. Este terceiro lugar me dá mais confiança para as próximas competições”, observou o corredor de 33 anos.
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