O excesso de trabalho para arrumar as falhas do projeto do carro desta temporada é um dos fatores que mais tem prejudicado a Honda, segundo o brasileiro Rubens Barrichello. De acordo com ele, os membros da equipe não estão conseguindo efetuar as mudanças necessárias porque “a carga de produção é excessiva”.
“A equipe está tentando duro, porém, é exatamente por essa pressão que as coisas não saem exatamente como queríamos”, justificou o piloto. “Estamos testando umas dez coisas novas por teste, quando o normal é três. Desse modo, quando sai alguma coisa certa, a equipe tem que trabalhar para fazer as peças de reposição e daí a casa cai”, emendou.
Com a péssima situação, Rubinho tenta se animar com pequenos avanços. Como o bom desempenho – dentro do possível – apresentado por ele em Sepang. “Realmente não dá para comemorar dois 11º lugares, mas por ter ultrapassado um monte de gente na corrida me dá alguma satisfação. Com os problemas de aquecimento de pneus, no ano passado eu quase não ultrapassei. Então agora pelo menos estou tirando a barriga da miséria”, comentou.
Barrichello também não esconde a ansiedade por melhores dias já no Bahrein, próxima etapa do campeonato. “Só espero ter uma classificação tranqüila, onde eu possa tirar tudo do carro. Se eu estiver entre os 12 primeiros na largada, sai da frente porque estou precisando de uns pontinhos”, prometeu.
Reclamações internas – Nos bastidores da Fórmula 1, no entanto, Rubinho parece não estar tão bem-humorado. De acordo com o site F1-Live, o brasileiro perdeu a paciência com membros do time após o péssimo rendimento do carro no treino classificatório em Sepang.
“Às vezes é necessário dizer umas verdades”, comentava o paulista, que definiu a falta de preparação do carro reserva como “um erro de amadores”. Por sua vez, seu companheiro Jenson Button teria comentado que alguns componentes do time estão culpando uns aos outros pelo fracasso.