O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, defendeu hoje (1º) uma apuração rápida do vazamento de questões da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para que a confiabilidade do exame não fique à prova.
“Se não for apurado de maneira rápida e não se der resposta para melhoria desse sistema de elaboração da prova, de fato, fica uma sensação de desconfiança em relação ao exame. Na nossa opinião, isso não pode acontecer. O Enem não pode ser o culpado pela falha do sistema do Ministério da Educação e do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira] na elaboração da prova”, disse Chagas.
A prova seria aplicada no próximo fim de semana (3 e 4 de outubro), mas por causa da fraude, o exame foi adiado para novembro.
Chagas e outros representantes da UNE reuniram-se com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para apresentar a proposta da entidade para que metade dos recursos do Fundo Social, financiado com lucros da exploração do petróleo da camada pré-sal, tenha como destino a educação.
“Esse fundo precisa ser carimbado, ter destino certo”, disse o presidente da UNE, depois de encontro com a ministra, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República.
Segundo relato de Chagas, Dilma mostrou-se “simpática” à ideia, porém alertou que não cabe a ela estipular os percentuais de repasse. O projeto de lei de criação do fundo tramita na Câmara dos Deputados e prevê recursos para financiar programas nas áreas de educação, combate à pobreza, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente, sem cotas definidas.
Entre os dias 13 e 19 de outubro, a entidade promove em Brasília uma campanha em defesa da proposta, principalmente no Congresso Nacional. A expectativa é de que 300 líderes estudantis participem da mobilização.