O presidente da Petrobras, order José Sérgio Gabrielli, negou hoje que a companhia planeja expandir suas atividades no Irã, opção que tinha sido criticada na cúpula do Global Compact devido ao não cumprimento do Tratado de Não-Proliferação Nuclear por Teerã.
“Nem Irã nem Iraque estão incluídos em nossos planos de aumento de produção. Nosso crescimento será baseado nos recursos de prospecção que já temos”, afirmou hoje Gabrielli, que participa da reunião trienal do Pacto Mundial (Global Compact), que começou hoje em Genebra.
Durante a reunião de dois dias, aberta pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, empresários do mundo todo analisarão a responsabilidade do setor privado no desenvolvimento econômico e social e no respeito ao meio ambiente.
Em seu discurso, Gabrielli disse que a Petrobras tem uma atividade de exploração muito pequena no Irã e não deve aumentá-la.
Isto contradiz uma informação publicada recentemente de que um funcionário da National Iranian Oil teria anunciado que Teerã estaria negociando com a Petrobras a concessão de vários blocos para a prospecção submarina no Mar Cáspio e o desenvolvimento de duas jazidas, o que representaria um investimento de US$ 2 bilhões.
Durante seu discurso na cúpula, o ato convocado pela ONU com maior participação do setor privado da história, o presidente da Petrobras defendeu que, apesar das críticas de determinados grupos da sociedade civil, a companhia está firmemente comprometida com os princípios do Global Compact.
“Como uma das maiores companhias petrolíferas do mundo e cientes de que nossas operações são muito difíceis e representam um grande desafio para a mudança climática, estamos comprometidos a mudar o que estamos fazendo”, afirmou Gabrielli.
Além disso, a Petrobras “tem um grande compromisso e um longo histórico na produção de biocombustíveis para substituir os combustíveis fósseis”, acrescentou.
“Somos uma das companhias de maior lucro da América Latina, mas também temos um dos maiores compromissos com responsabilidade social e com o meio ambiente”, disse.
Gabrielli afirmou que a companhia se baseia em três pilares de mesma força: a busca de lucro rápido, rentabilidade e proteção do meio ambiente e dos direitos humanos.
“Por isso, 45% dos carburantes que temos no Brasil são biocombustíveis”, um mercado no qual a Petrobras tem forte presença e no qual está assinando acordos com outros grupos estrangeiros para exportar seus produtos, como o fechado esta semana com a Galp de Portugal.