O presidente da Infraero, salve brigadeiro José Carlos Pereira, garantiu hoje que a pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, não foi a causa do acidente com o avião da TAM na noite desta terça-feira.
“Garanto que a pista não teve nada a ver com o acidente da TAM, porque eu assisti a fita e vi o que aconteceu. Mas as investigações vão dizer qual foi a causa do acidente. Não posso adiantar nada”, afirmou, ao chegar ao Palácio do Planalto para uma reunião na Casa Civil com a ministra Dilma Rousseff e representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dos ministérios do Planejamento e da Fazenda.
O brigadeiro, no entanto, não descartou ter havido defeitos técnicos na aeronave.
O presidente da Infraero adiantou que a Anac vai reduzir para 35 o número de operações (pousos e decolagens) por hora no Aeroporto de Congonhas. Hoje são 44 operações por hora. As transferências seriam feitas, segundo informou, para os Aeroportos de Guarulhos e Viracopos, localizado a cerca de 15 quilômetros de Campinas.
José Carlos Pereira negou a construção de uma nova pista em Congonhas, em função da falta de espaço, e afirmou que o Brasil não pode ficar sem o Aeroporto de Congonhas. “Acho difícil ficarmos sem Congonhas. Ao não ser que alguém me diga onde vamos colocar 20 milhões de
passageiros”.
Ao ser indagado se estaria sofrendo pressão para deixar o comando da Infraero, o brigadeiro respondeu: “Não sei de nada nesse sentido. Eu estava em São Paulo cuidando do acidente”.
José Carlos Pereira disse ainda ser possível o governo encontrar “boas soluções” na reunião do Conselho de Aviação Civil (Conac), marcada para esta sexta-feira (20), em Brasília.
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