O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, declarou nesta segunda-feira que este não é um ano de transição. Apesar de ter perdido seu principal piloto, o alemão Michael Schumacher, e boa parte de sua equipe técnica, o dirigente ferrarista quer resultados nesta temporada.
“Este não é um ano de transição ou qualquer coisa parecida, é um ano para pensarmos em vencer o campeonato mundial. Os desafiantes têm mudado sempre ao longo dos anos mas a Ferrari é sempre o time a ser batido”, disse o presidente antes dos testes do novo carro realizados nesta manhã no circuito de Fiorano.
Além de Schumacher, a escuderia italiana perdeu também, para esta temporada, boa parte de seus homens-chave como seu diretor técnico Ross Brawn, que resolveu deixar a Fórmula 1 neste ano, e Jean Todt que deixou o posto de chefe da equipe para se tornar o dirigente geral da Ferrari.
Para repor tais perdas, a escuderia procurou soluções caseiras, colocando seus funcionários de muitos anos, Mario Almondo e Stefano Domenicalli, nos postos deixados por Brawn e Todt, respectivamente.
Luca di Montezemolo defendeu a decisão de promover pessoas de dentro da equipe ao invés de buscar novos nomes. “Se trouxéssemos gente de fora nós incorreríamos em dois erros. Primeiro que nunca se sabe como essas pessoas se encaixariam na equipe e além disso corremos o risco de desmotivarmos os funcionários que já estão aqui, que sempre buscam progredir”, argumentou.
Montezemolo, a exemplo de Jean Todt, se mostra esperançoso em relação aos pilotos da equipe, o brasileiro Felipe Massa e o finlandês Kimi Raikkonen. “Ambos os pilotos têm vontade de vencer, como sempre, começam como iguais e com a noção de que não trabalham para eles, mas para o time”. disse
O presidente ferrarista falou principalmente de Raikkonen, que segundo ele está pronto para ter uma boa passagem pela Ferrari. “Eu espero que Kimi possa se dar muito bem com a gente, pois está numa idade e momento certos para vencer. Tenho certeza de que daremos a ele todas as condições necessárias para vencer”, declarou.
No ano passado, a Ferrari enfrentou problemas com o carro nas largadas das primeiras corridas, fato que Montezemolo disse que deve ser corrigido, fazendo com que os novos modelos sejam competitivos desde as saídas das provas.
“Para vencer o campeonato, precisamos de credibilidade, credibilidade e credibilidade. Foi a ausência disso no começo da temporada passada que nos custou o campeonato. Nesse momento, precisamos de credibilidade já na primeira corrida”, completou o dirigente.