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Brasil

Presidente da Câmara de Rio Verde é preso em operação que investiga fraude em concurso público

Quarta fase da Operação Regra Três apura esquema envolvendo agentes públicos e contratação irregular de instituição de ensino em Goiás

João Victor Rodrigues

05/02/2026 10h55

Foto: Divulgação/MPGO e Reprodução/Instagram de Iseldon Mendes

O presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (5), suspeito de participação em um esquema de fraudes investigado pelo Ministério Público de Goiás. A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão no município de Rio Verde, no sudoeste do estado.

A medida integra a quarta fase da Operação Regra Três, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – regional Sul (Gaeco Sul). Além de Idelson Mendes, outros agentes públicos também foram alvos das ordens judiciais. Entre eles está o delegado Dannilo Proto, que já se encontrava preso desde a primeira etapa da investigação, quando foi apontado como suspeito de fraudar um procedimento de inexigibilidade de licitação para a contratação de uma instituição de ensino.

Segundo o Ministério Público de Goiás, esta fase da operação amplia o alcance das apurações e identifica a atuação de uma organização criminosa com possível envolvimento de servidores públicos também nos municípios de Santa Helena de Goiás e Iporá.

De acordo com o MP, o objetivo central do esquema seria viabilizar a realização de um concurso público para preenchimento de cargos na Câmara Municipal de Rio Verde, com a suposta obtenção de vantagem indevida a partir da arrecadação das taxas de inscrição pagas pelos candidatos.

As investigações indicam que os suspeitos teriam elaborado e utilizado documentos para simular a legalidade do procedimento administrativo de contratação da banca organizadora. Há indícios de que advogados contratados pelo Poder Legislativo municipal tenham orientado o processo, mesmo diante de possível conflito de interesses, já que também representariam a empresa beneficiada pela contratação.

O Ministério Público informou que as apurações continuam para aprofundar a responsabilização dos envolvidos e esclarecer a extensão dos prejuízos causados ao poder público e aos candidatos do concurso.

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