A Prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública após chuvas intensas que acumularam 584 milímetros em fevereiro, tornando-o o mês mais chuvoso da história do município mineiro, com volume superior ao dobro do esperado.
Os temporais dessa segunda-feira (23) resultaram em 14 mortes e 20 soterramentos, especialmente na região sudeste da cidade. A prefeita Margarida Salomão destacou os transtornos graves causados pelas precipitações, incluindo situações de soterramento e o transbordamento histórico do Rio Paraibuna, que isolou bairros.
O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil foram mobilizados para salvar vidas e atender emergências. Em poucas horas, a corporação registrou mais de 40 chamadas envolvendo inundações, soterramentos, riscos estruturais em encostas, vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas, particularmente em áreas próximas ao rio.
Em resposta à situação, as creches e escolas municipais suspenderam as aulas, e os funcionários da prefeitura adotaram o teletrabalho. A população foi orientada a evitar deslocamentos desnecessários e permanecer em casa para garantir a segurança.