O cenário era perfeito: atual recordista mundial dos 100m, o jamaicano Asafa Powell disputaria a final da prova no Mundial de atletismo de Osaka, Japão. A promessa era de quebra de sua marca, 9s77, em duelo contra o velocista norte-americano Tyson Gay.
O conto de fadas, porém, desandou. Powell chegou a liderar a prova, mas acabou perdendo o ritmo na segunda metade do percurso e acabou não com a prata, que ficou com o bahamense Derrick Atkins, mas com o bronze. O ouro acabou justamente nas mãos de Gay.
Após a prova, o jamaicano reconheceu que acabou desistindo até mesmo da prata durante a própria disputa da prova. “Quando vi que não tinha condições de conquistar a medalha de ouro, desisti. Simplesmente parei de correr”, revelou Powell ainda na segunda-feira.
O homem mais rápido do mundo na atualidade já havia deixado o ouro escapar no Mundial de Paris, em 2003, e nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, antes de ficar de fora do Mundial de Helsinque em 2005 por lesão. O próprio Powell afirmou não saber por que seu rendimento caiu na prova, mas alega ter se sentido pressionado pelo norte-americano.
“Disse para mim mesmo que não havia volta. Não sei o que aconteceu, mas não posso ser pessimista agora”, alegou o jamaicano. “Eu me sentia muito relaxado antes da corrida, mas quando Tyson veio e me pressionou um pouco, eu entrei
Asafa Powell afirmou, porém, que não deve demorar a dar o troco. Após a derrota deste domingo, o jamaicano prometeu quebrar seu próprio recorde mundial ainda neste ano. “Não fui rápido no Mundial, mas vou dar o troco: vou conseguir o novo recorde”, adiantou o velocista, de olho no próximo confronto contra Tyson Gay. “Podemos trazer alguma emoção para o esporte. Ele vai vencer algumas, e eu vou vencer algumas”, finalizou.