O espanhol Carlos Sainz liderou a disputa entre os carros na última edição do Rally Dakar até a 12ª etapa, quando sofreu um acidente e deixou a prova. Disposto a participar da corrida novamente, o piloto admite uma eventual redução salarial na próxima temporada.
“Se tenho que apertar o cinto, vou apertar desde já. A situação não é muito boa e o fato de que a Volkswagen já tenha manifestado sua intenção de disputar a corrida, quando a Mitsubishi não vai fazê-lo, já é uma grande notícia, que deve ser muito valorizada”, afirmou o espanhol.
Em função da crise econômica global, Sainz prevê uma redução de investimento e sabe que pode ser atingido. “Sabemos que os orçamentos serão recortados de 30% a 40%. Por isso, se tenho que reduzir minhas pretensões, também vou fazê-lo”, declarou o piloto.
Então líder da disputa, Sainz abandonou a corrida deste ano após sofrer um acidente no 79º quilômetro da especial entre Fiambalá e La Rioja. Na ocasião, o carro caiu em um barranco e o navegador Michel Perin teve uma lesão no ombro. “Fiquei com um sabor ruim na boca, já que tinha a corrida ganha e gostaria de poder voltar para ganhar”, afirmou.
Carlos Sainz fez questão de deixar claro que está aberto a propostas para participar do Dakar. “Imagino e espero poder disputar. Se alguém fizerem propostas em condições aceitáveis, espero estar presente e tentar ganhar”, declarou. A próxima edição da prova será mantida no Chile e na Argentina.