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Brasil

Popeye Brasileiro morre aos 55 anos após injeções de óleo mineral

Arlindo de Souza faleceu em Recife devido a complicações de body modification perigosa, destacando riscos de anabolizantes e substâncias semelhantes.

Redação Jornal de Brasília

14/01/2026 21h27

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Creditos @arlindoanomalia/Faceboo

Arlindo de Souza, conhecido como Popeye Brasileiro, morreu aos 55 anos na madrugada de terça-feira (13) no Hospital Otávio de Freitas, em Recife. O olindense estava internado desde dezembro e morava no bairro de Águas Compridas, em Olinda. O sepultamento ocorreu na tarde de quarta-feira (13) no Cemitério de Águas Compridas.

Famoso por sua aparência muscular exagerada nos braços, Arlindo ganhou notoriedade nacional ao aparecer em programas de televisão. Sua fama veio da prática de injetar óleo mineral e álcool nos músculos para simularem o físico do personagem de desenho animado Popeye. Essa modificação corporal, condenada por médicos, levou a sérios riscos à saúde.

Embora a causa exata da morte não tenha sido divulgada, o caso reacende alertas sobre os perigos do uso de anabolizantes e substâncias semelhantes para ganho de massa muscular. O cardiologista Anis Mitri, presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP), destacou os efeitos colaterais, como dependência, coágulos sanguíneos que podem causar AVC, infarto e derrame, além de riscos oncológicos, como câncer de próstata, mama e tireoide.

“O uso prolongado gera efeitos colaterais incontroláveis, incluindo agressividade, queda de cabelo, aumento da pressão arterial e, no caso de óleo mineral, gangrena e trombose”, alertou Mitri em entrevista à Agência Brasil.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) reforça que o uso sem supervisão médica de testosterona pode causar acne, distúrbios hepáticos, tumores no fígado, explosões de ira, paranoia e riscos de doenças transmissíveis. Em abril de 2023, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu a prescrição de esteroides anabolizantes para fins estéticos ou esportivos, devido à falta de comprovação científica de segurança.

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