FOLHAPRESS
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu nesta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, um suspeito de ter forjado o alvará de soltura dele e de outros três homens que estavam detidos em um presídio no estado.
A informação foi divulgada pelo governador Romeu Zema (Novo) em uma rede social.
O caso ocorreu no fim do ano passado, quando os quatro envolvidos foram liberados de forma indevida.
Além de Ricardo Lopes de Araujo, 32, detido nesta quarta, a polícia mineira já havia recapturado outro suspeito, dois dias após a fuga.
“Em Minas, não há bandido mais esperto que a polícia”, disse Zema em publicação no X. O governador é pré-candidato à Presidência e tem reforçado um discurso voltado à segurança pública.
Ricardo e os outros homens que fugiram haviam sido detidos no dia 10 de dezembro do ano passado sob suspeita de participarem de uma organização criminosa envolvida em tentativas de fraudes em sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Segundo as investigações, o grupo realizava o uso indevido de credenciais vinculadas a magistrados e servidores do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) para acessar sistemas do CNJ.
Entre eles estão o BNMP (Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões), o Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário) e o Renajud (Registro Nacional de Veículos Automotores Judicial).
Na ocasião da fuga, no fim de dezembro, o CNJ afirmou que não havia indícios de falha no sistema nem de envolvimento funcional de servidores públicos.
O TJMG disse que fazia apuração rigorosa dos fatos e que os alvarás de soltura falsos foram identificados menos de 24 horas após a expedição e imediatamente anulados.
A reportagem procurou a Polícia Civil para saber se os investigadores já identificaram o paradeiro dos outros dois suspeitos que seguem foragidos, mas não obteve retorno até a publicação.