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Brasil

Polícia Militar começa a usar recurso do Google que bloqueia celular

A parceria é uma nova tentativa de combater os roubos e furtos de aparelhos, que têm se espalhado pela capital paulista

Redação Jornal de Brasília

08/07/2025 23h20

Foto: Reprodução

São Paulo, 08 – A Polícia Militar de São Paulo começou a utilizar a ferramenta Google Localizador para bloquear e localizar celulares roubados. A parceria é uma nova tentativa de combater os roubos e furtos de aparelhos, que têm se espalhado pela capital paulista.

A funcionalidade passou a operar nos terminais portáteis de dados (TPD) dos policiais, conforme o mecanismo anunciado no dia 10, permitindo que os agentes façam o bloqueio remotamente de um aparelho subtraído. O acionamento, no entanto, só pode ser feito a pedido da vítima, que deve ter as informações para a ativação do serviço, como e-mail e senha da conta Google.

A ferramenta é a mesma que permite que a própria vítima faça a busca e o bloqueio por um computador ou outro celular. Mas agora pode ser utilizada de maneira mais ágil, assim que uma viatura chega ao local – especialmente se a pessoa não tiver outro aparelho para acessar a ferramenta. Além de bloquear o aparelho, os policiais podem auxiliar a vítima a identificar a localização em tempo real, tocar um som para facilitar sua identificação ou, em último caso, apagar todos os dados. Todas as ações devem ser documentadas pelo agente.

Segundo a Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação, o uso do TPD é uma medida de “apoio imediato à vítima” e não substitui a necessidade de se registrar o boletim de ocorrência, informando o Imei do aparelho, nem a investigação policial.

Já existe também o programa federal Celular Seguro, no qual a pessoa acessa um aplicativo e pode fazer a comunicação de que o celular foi roubado, furtado ou extraviado, com o cancelamento automático do Imei.

No Congresso

A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado aprovou ontem um projeto de lei que torna obrigatório o bloqueio do Imei a partir do boletim de ocorrência em casos de furto, roubo ou extravio de celular. A proposta (PL 6.043/2023) é do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e segue agora para decisão final na Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), somente neste ano, 24,7 mil aparelhos foram roubados na cidade de São Paulo. A quantidade é 12,9% menor na comparação entre janeiro e abril do ano passado. Entretanto, o crime, que antes era mais concentrado no centro da capital, tem se espalhado, especialmente para bairros nobres. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que, em 2022, cerca de 1 milhão de ocorrências desse tipo foram registradas – média superior a 2,7 mil/dia.

Estadão Conteúdo

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