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Brasil

Polícia investiga novos casos de estupro por grupo de Copacabana no Rio

Dois novos crimes contra alunas do Colégio Pedro II têm modus operandi similar ao estupro em janeiro, com chantagem e violência relatadas.

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 18h10

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou a investigação de mais dois casos de estupro cometidos contra alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II por integrantes do mesmo grupo responsável pelo abuso de uma estudante de 17 anos em Copacabana, em janeiro deste ano.

Uma das denúncias envolve uma menina que tinha 14 anos na época dos fatos, ocorridos em 2023, e que agora tem 17 anos. Em depoimento à 12ª Delegacia de Copacabana na segunda-feira (2), a vítima relatou que os acusados sugeriram ter gravado imagens da violência para chantageá-la e impedir a denúncia. A mãe da jovem informou aos investigadores que a filha conhecia um dos envolvidos, um adolescente, do Colégio Pedro II.

O crime teria acontecido na casa de Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia na terça-feira (3), após estar foragido por participação no primeiro caso. Segundo o delegado Antônio Lages, o modus operandi foi idêntico: o adolescente, que tinha a confiança da vítima, a atraiu para o apartamento, onde estavam Matheus e outra pessoa.

A polícia pretende solicitar análise telemática de celulares dos denunciados para recuperar dados. Um terceiro caso foi descoberto na terça-feira. A mãe de uma vítima relatou que Vitor Hugo Oliveira Simonin estuprou a filha durante uma festa junina em um salão de festas. O delegado esclareceu que as investigações estão no início e não se sabe se o ato foi praticado pelo grupo inteiro ou por um deles apenas, sem fornecer mais detalhes sobre local e vítima.

O delegado Antônio Lages reforça o apelo para que outras possíveis vítimas procurem a polícia para denunciar os crimes, destacando o caso da primeira vítima, que, apesar de abalada, relatou o ocorrido à família, levando à denúncia imediata. No primeiro caso, o depoimento da vítima coincidiu com lesões identificadas no exame de corpo de delito, incluindo no órgão sexual, nas costas, nas nádegas e suspeita de fratura na costela.

Dos acusados, Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se entregaram. Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos. Simonin está envolvido em pelo menos dois casos e é filho do subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, José Carlos Simoni, que será exonerado nesta terça-feira pelo governo do Estado. O adolescente responsável por atrair as vítimas ainda não tem mandado de prisão expedido.

Lages prevê que os foragidos se apresentem entre terça e quarta-feira (4), afirmando que todos estão no país. Ele ressalta a importância do respeito aos limites no relacionamento sexual, enfatizando que ‘não é não’, como a primeira vítima deixou claro ao rejeitar relações com outros além do adolescente conhecido.

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