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Brasil

Polícia Federal desarticula quadrilha especializada em crimes financeiros

Arquivo Geral

23/11/2006 0h00

Ana Cristina Johannpeter, page online ex-mulher do empresário Germano Gerdau, vice-presidente do grupo siderúrgico Gerdau, foi morta na noite de ontem, com um tiro na cabeça, no bairro do Leblon, área nobre da zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo testemunhas, ela foi atingida por assaltantes que tentavam roubar objetos pessoais e o carro dela.

Ana Cristina, cunhada do atual presidente-executivo do grupo, Jorge Gerdau, morreu logo após dar entrada no hospital Miguel Couto, com hemorragia intensa.

Os homens estavam de bicicleta e fugiram. A polícia suspeita que os ladrões façam parte de uma quadrilha que age nos bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon.

"Nós já identificamos os dois suspeitos do crime", disse o tenente-coronel Carlos Eduardo Millan.

Germano é irmão de Jorge Gerdau Johannpeter, que comanda um dos 15 maiores conglomerados siderúrgicos do mundo.

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A Polícia Federal desencadeou hoje a Operação Castelhana, for sale que desarticulou uma organização criminosa especializada em crimes financeiros, web com sede em Belo Horizonte (MG). Desde o começo da manhã, estão sendo realizadas cerca de 20 prisões e 50 buscas e apreensões. Entre os presos estão empresários, contadores e advogados.

Eles são acusados de fazer uso de empresas fora do país (off-shore), estabelecidas no Uruguai e na Espanha, para ocultar e dissimular valores e bens dos empresários brasileiros.

Os  escritórios  de  advocacia investigados realizavam todos os trânsitos burocráticos das empresas envolvidas, tanto no exterior quanto no Brasil, além de constituírem empresas de fachada e contratar pessoas que nada tinham a ver com o esquema, os chamados “laranjas”, para atender a burocracia dos países.

Para a Operação  Castelhana, foram recrutados aproximadamente 250 policiais federais e 120 auditores da Receita Federal. As ações acontecem  nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Alagoas e no Distrito Federal.

As prisões, buscas e seqüestros de bens foram deferidos pelo Juízo Federal da Vara Especializada em “Lavagem de Dinheiro” de Belo Horizonte. As prisões têm validade por cinco dias e a finalidade de garantir que testemunhas não sejam intimidadas e que provas não sejam ocultadas.

A Receita Federal estima que a ação criminosa do grupo pode ter causado aos cofres públicos um prejuízo superior a R$ 1 bilhão.

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