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Brasil

Polícia faz operação contra Diabo Loiro por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC

Influenciador conhecido como Diabo Loiro usava duas empresas em nome de laranjas, uma no ramo de transporte e outra no ramo de rodeio, para movimentar os valores provenientes do crime e dar aparência de legalidade aos recursos

Redação Jornal de Brasília

08/05/2026 15h10

diabo loiro

Foto: Reprodução/redes sociais

FRANCISCO LIMA NETO
FOLHAPRESS

A Polícia Civil de São Paulo e o Gaeco do (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público, fazem operação nesta sexta-feira (8) contra Eduardo Magrini, conhecido como Diabo Loiro. Ele é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A reportagem tenta identificar a defesa dele.

Equipes do NECCOLD (Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro) do Deinter 2 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2) cumprem 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

Segundo a investigação, Diabo Loiro, usava duas empresas em nome de laranjas, uma no ramo de transporte e outra no ramo de rodeio, para movimentar os valores provenientes do crime e dar aparência de legalidade aos recursos.

Ele usa as redes sociais para ostentar patrimônio milionário, sendo possível estabelecer o seu vínculo com as empresas em questão, diz a Operação, batizada de Caronte.

O filho dele, Mateus Magrini, também é investigado e é um dos alvos de busca e apreensão, sendo suspeito de movimentar recursos ilícitos por meio de empresa do ramo musical.

As investigações contra Diabo Loiro por lavagem de dinheiro ocorrem desde 2016 e se intensificaram após análise de dados fiscais, bancários e demais informações fornecidas por órgãos fiscalizatórios, que permitiram identificar movimentação incompatível com as rendas declaradas pelos alvos.

A Justiça bloqueou R$ 10 milhões das contas dos investigados, além de indisponibilizar veículos e outros bens em nome dos suspeitos.

No ano passado, Diabo Loiro foi preso preventivamente em investigação do Gaeco de Campinas, suspeito de envolvimento em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

Diabo Loiro é ex-padrastro de MC Ryan, preso na Operação Narco Fluxo da PF (Polícia Federal), em 15 de abril, sob suspeita de lavar dinheiro de jogos ilegais e do tráfico. O esquema teria movimentado R$ 1,6 bilhão.

Mateus Magrini está entre os presos da Operação Narco Fluxo da Polícia Federal, iniciada em abril.

Até o momento, foram apreendidos veículos, valores em espécies e cabeças de gado, incluindo o boi Império, terceiro colocado no ranking da CNAR (Confederação Nacional de Rodeio) de 2025.

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