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Brasil

Polícia Civil mira esquema milionário de jogos de azar no interior de São Paulo

Grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 97 milhões e utilizar empresas de fachada para lavar dinheiro

João Victor Rodrigues

14/01/2026 7h10

Foto: Reprodução/PCSP

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de explorar jogos de azar e movimentar aproximadamente R$ 97 milhões de forma ilícita no interior do estado.

A ação resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista, Mogi Mirim e na capital paulista. Até o momento, não havia confirmação de prisões.

Durante a operação, batizada de “Quebrando a Banca”, os investigadores apreenderam dispositivos eletrônicos, equipamentos utilizados em apostas, veículos de alto padrão e quantias em dinheiro.

As apurações são conduzidas pela Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba. Segundo a polícia, o grupo investigado atuava há décadas em municípios paulistas e mineiros, mantendo uma estrutura voltada à lavagem de dinheiro proveniente da exploração ilegal de jogos.

De acordo com a investigação, a organização utilizava operadores financeiros e gerentes responsáveis por fragmentar grandes quantias em depósitos e transferências bancárias de menor valor — prática conhecida como smurfing — com o objetivo de dificultar o rastreamento dos recursos. Para ocultar a origem do dinheiro, também eram usadas empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”.

Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Um dos principais alvos da operação teria movimentado mais de R$ 25 milhões em apenas um semestre de 2024.

A polícia também identificou a utilização de transações imobiliárias realizadas em dinheiro vivo e a aquisição de bens em nome de terceiros como estratégia para dissimular a origem dos valores.

A ofensiva desta terça-feira teve como foco o suposto líder da organização criminosa, outros integrantes do núcleo operacional e o braço empresarial do esquema, responsável por receber os repasses financeiros.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem ou ocultação de bens, associação criminosa e exploração de jogos de azar. As identidades dos alvos não foram divulgadas, e as investigações seguem em andamento.

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