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Brasil

Polícia Civil do RJ apreende bombas caseiras de grupo que planejava atentado na Alerj

A ação policial cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em várias regiões do estado, frustrando um ato antidemocrático marcado para esta segunda-feira.

Redação Jornal de Brasília

02/02/2026 20h57

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu bombas de fabricação caseira e materiais incendiários com integrantes do grupo ‘Geração Z’, que se preparavam para realizar atentados durante uma manifestação antidemocrática em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), marcada para as 14h desta segunda-feira (2).

A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, na região metropolitana e no interior do estado. O grupo, que conta com cerca de 300 integrantes apenas na capital fluminense, promovia conteúdos de radicalização e confronto em redes sociais, incluindo grupos de mensagens e páginas organizadas para manifestações em diversos estados.

A investigação começou após a delegacia tomar conhecimento da existência desses grupos, inicialmente visando quatro envolvidos. Com base em informações de inteligência, outros 13 foram identificados pela manhã, levando à solicitação e deferimento de mais mandados pela Justiça.

Entre os itens apreendidos, estão coquetéis molotov caseiros, bombas confeccionadas com bolas de gude e pregos, bandeiras, panfletos e materiais instrutivos para fabricação de artefatos incendiários. As bandeiras continham frases contra a corrupção, incluindo referências ao caso Banco Master e contra governantes atuais, sem especificar nomes ou partidos.

Os alvos são investigados por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. De acordo com o delegado titular da DRCI, Luiz Lima, os participantes e administradores dos grupos exerciam papel ativo no incentivo a atos violentos, incluindo a escolha da Alerj como local sensível para o ataque.

Em paralelo, em São Paulo, 12 pessoas foram presas sob suspeita de planejar um atentado na Avenida Paulista na mesma tarde.

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