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Polícia Civil do Rio mira miliciano que atuava em Rio das Pedras e Muzema

Francisco Castro é suspeito de comandar transações ilegais da milícia das duas regiões. Ele está foragido

Foto: Divulgação/Governo do Rio

A Polícia Civil do Rio realiza nesta sexta-feira (24) uma operação contra milícias de Rio das Pedras e da Muzema, na Zona Oeste. Dos 23 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça, foram cumpridos 15. O principal alvo é Francisco das Chagas de Brito Castro.

Francisco Castro é suspeito de comandar transações ilegais da milícia das duas regiões. Ele estava foragido até a última atualização desta matéria. Além de Chagas, outras sete pessoas acusadas do crime de lavagem de dinheiro de milicianos ainda estão sendo procuradas.

Segundo o relatório das investigações da 18ª DP, Chagas encabeçava as transações ilegais ao lado de Laerte Silva de Lima, que já havia sido denunciado e preso na Intocáveis I, em janeiro de 2019. Laerte atuava na milícia comandada pelo ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega, que foi morto na Bahia, no ano passado. Além da ligação com o Adriano na Nóbrega, a quadrilha também estava envolvida com o major Ronald Paulo Alves Pereira, o major Ronald, outro acusado de liderar a milícia da região.

O relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Coaf, obtido pelo delegado Moysés Santana, responsável pelo caso, revela que houve “estratosféricas movimentações financeiras” pelos investigados. Chagas, por exemplo, movimentou através de suas contas correntes, a vultosa quantia de R$ 7.495.739,00, entre créditos e débitos, entre 2 de janeiro de 2017 e 27 de julho de 2018. Já Laerte, movimentou R$ 898.749,00, entre 1º de outubro de 2018 e 31 de março de 2019, ou seja, em quase seis meses.

Laerte e Chagas, segundo o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio (MPRJ), durante as investigações das operações Intocáveis, eram considerados de menor importância. O primeiro era considerado apenas como o “braço armado” da organização criminosa, um dos responsáveis pelo recolhimento de taxas ilegais de moradores e comerciantes (extorsão). Na segunda fase da Intocáveis, Laerte teria ligação com Chagas, que seria uma espécie de “laranja”. No entanto, ao se aprofundar nas investigações com a chegada do RIF, foi possível constatar que eles teriam também a função de atuar na lavagem de dinheiro. Com informações do jornal Extra.








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