Os três cabos e o soldado da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro acusados de matar quatro pessoas na Cidade Alta, na zona norte da cidade, entre elas um atendente de lanchonete, foram afastados da rua e estão cumprindo serviços burocráticos dentro de um batalhão da corporação desde a noite de segunda-feira.
Eles permanecem afastados até que seja concluído o inquérito que apura as circunstâncias das mortes. As armas dos quatro agentes foram recolhidas e entregues para serem periciadas pela Polícia Civil. Os policiais devem ser ouvidos no Inquérito Policial Militar (IPM) na próxima semana.
Depois da operação do último sábado, que culminou na morte de quatro homens, os PMs afirmaram que todos eram traficantes e morreram em confronto. Porém, apenas um dos homens tinha antecedentes criminais. A família de Júlio Cesar de Menezes Coelho, de 21 anos, afirmou que ele não era traficante e que trabalhava como atendente no Mc Donald’s e participava de cursos em Organizações Não Governamentais (ONGs).