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Brasil

PF prende quatro pessoas em Goiás por suspeita de esquema em imigração ilegal

Redação Jornal de Brasília

08/05/2026 6h32

Foto: polícia federal

A Polícia Federal prendeu quatro pessoas nesta quinta-feira (7) em Goiás em uma operação contra um esquema de imigração irregular para os Estados Unidos. A operação Travessia foi realizada no estado e também no Amapá.

Investigações realizadas no período de 2018 a 2023 identificaram a atuação de cinco organizações suspeitas, com estruturas próprias, inseridas em uma dinâmica transnacional de imigração irregular. Juntas, elas teriam movimentado R$ 240 milhões.

Segundo a Polícia Federal, os grupos foram responsáveis pela entrada ilegal de ao menos 477 brasileiros nos Estados Unidos.

Os suspeitos fariam a organização da logística das viagens, desde a saída do Brasil, em aviões, a passagem por países como o México e o Panamá e a travessia da fronteira terrestre em direção aos Estados Unidos.

As organizações, de acordo com os policiais, tinham também integrantes de outros estados brasileiros e do exterior. Eles seriam responsáveis pelo suporte logístico, recepção dos imigrantes e intermediação financeira das operações.

Outra descoberta foi a utilização de empresas de fachada para lavagem de dinheiro, com o objetivo de esconder a origem dos valores movimentados.

Uma das pessoas presas preventivamente é Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Segundo a TV Anhanguera, ela foi presa em Goiânia.

Em nota, o governador afirmou que ele e a mulher, Iara Netto Vilela, não têm nenhuma relação com o caso.

“São fatos investigados desde meados dos anos 2000, segundo divulgou a própria Polícia Federal, e não envolvem em nenhum momento o governador ou o governo de Goiás”, diz o comunicado.

A defesa de Maria Helena afirmou à TV Anhanguera que recebeu com surpresa a prisão e aguarda o acesso pleno aos autos para fazer a análise técnica dos fatos.

Para os advogados, a prisão preventiva é desnecessária, pois a investigada não apresenta risco à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal.

“As providências para o imediato restabelecimento de sua liberdade já se encontram em curso. A defesa reafirma confiança no Poder Judiciário e lamenta a divulgação seletiva de informações sigilosas. Colocamo-nos a disposição”, diz a nota.

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