ITALO NOGUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)
A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira (9) mandado de prisão contra o delegado federal Fabrizio Romano sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho.
A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito da investigação sobre o envolvimento de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro. Não há detalhes sobre o motivo da prisão.
A Folha não localizou a defesa do delegado até a publicação deste texto.
TH Joias foi preso sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho. Posteriormente, o presidente afastado da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar, foi detido acusado de alertar o ex-deputado sobre a operação que iria prendê-lo.
Os dois foram indiciados sob suspeita de repassar informações sigilosas a integrantes do Comando Vermelho.
A PF apontou como origem do vazamento da operação o juiz federal Macário Júdice, do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). Ele não foi indiciado porque, de acordo com a Polícia Federal, regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura estabelecem procedimentos específicos para a responsabilização de magistrados.
A defesa dos três negam as acusações.
Em nota, o advogado Daniel Bialski, defensor de Bacellar, afirmou que “inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas”.
O advogado Rafael Faria, que atua na defesa de TH Joias, negou a participação do ex-deputado em vazamentos ou informações a organizações criminosas.