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Brasil

PF prende 13 em operação contra fraudes bilionárias no sistema financeiro

A Operação Compliance Zero investiga crimes envolvendo bancos Master e BRB, com prisões recentes autorizadas pelo STF.

Redação Jornal de Brasília

16/04/2026 15h54

Foto: PF/Divulgação

Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) já prendeu 13 pessoas na Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, para investigar supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraudes nas negociações entre os bancos Master e de Brasília (BRB).

Nesta quinta-feira (16), foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.

As prisões foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e se somam a outras 11 executadas nas fases anteriores da operação. Como Vorcaro foi preso duas vezes, o total de pessoas detidas é inferior ao número de mandados.

Ao todo, nas quatro fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades da Federação: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A Justiça também determinou o sequestro ou bloqueio de bens de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de cargos públicos.

“Importante registrar que temos uma operação extremamente complexa, com fases e fatos distintos”, afirmou o diretor-executivo da PF, William Murad, durante a divulgação do balanço das operações.

A primeira etapa ocorreu em 18 de novembro de 2025, mais de um ano após o início das investigações a pedido do Ministério Público Federal (MPF), focando na venda de títulos de créditos fraudulentos ou inexistentes do Master para o BRB. Na ocasião, foram afastados do cargo, por 60 dias, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro, Dario Oswaldo Garcia.

Segundo Murad, a fase atual concentrou-se em indícios obtidos na primeira etapa, com ênfase na corrupção de gestores do BRB e no esquema de lavagem de dinheiro, diferentemente do foco inicial nas fraudes do Master.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, destacou que a Compliance Zero integra iniciativas do governo federal contra o crime organizado, com ações planejadas para os próximos dias.

Com informações da Agência Brasil

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