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Brasil

PF flagra dinheiro arremessado em operação contra fraudes no Rioprevidência

Suspeito jogou mala com dinheiro pela janela durante buscas em Balneário Camboriú, na terceira fase da Operação Barco de Papel.

Redação Jornal de Brasília

11/02/2026 12h16

polícia federal

Foto: Polícia Federal/Divulgação

Uma mala com dinheiro em espécie foi arremessada pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, durante uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (11).

A ação integra a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro. A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e na vizinha Itapema, com o objetivo de recuperar bens e valores retirados de um imóvel no Rio de Janeiro durante a primeira fase da operação, em 23 de janeiro.

Na primeira fase, as buscas foram realizadas em endereços ligados ao então presidente do fundo, Deivis Marcon Antunes, e aos ex-diretores Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal. Durante a ação desta quarta, foram apreendidos dinheiro em espécie, dois carros de luxo e dois telefones celulares, incluindo o de uma pessoa que estava no imóvel e arremessou a mala. Os veículos foram levados para a delegacia da PF em Itajaí.

Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas. A operação investiga irregularidades na compra, pelo Rioprevidência, de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, o fundo investiu cerca de R$ 970 milhões no banco.

O Banco Master está envolvido em um esquema fraudulento bilionário, que incluía a emissão de títulos sem valor e a inflação artificial do balanço da instituição. O banco foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2023, devido a uma grave crise de liquidez e violações às normas. Investigações da PF e relatórios do BC indicam que o banco de Vorcaro desviou cerca de R$ 11,5 bilhões.

O Rioprevidência nega qualquer irregularidade nos investimentos. No dia da deflagração da operação, Deivis Marcon Antunes foi exonerado do cargo de presidente pelo governador Cláudio Castro, após anunciar sua renúncia. Em fevereiro, Antunes foi preso durante a segunda fase da Barco de Papel.

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