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Brasil

PF faz operação contra rede de distribuição de vídeos de abuso sexual de mulheres sedadas

Investigação com apoio da Europol aponta participação de brasileiros em grupo internacional que trocava gravações e discutia uso de substâncias sedativas

Redação Jornal de Brasília

11/02/2026 12h47

Foto: Divulgação/PF

Foto: Divulgação/PF

RAQUEL LOPES
FOLHAPRESS

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira (11) operação contra uma rede criminosa que difundia e trocava vídeos de abuso sexual contra mulheres sedadas.

De acordo com a corporação, as investigações foram iniciadas em 2025 após a Europol -a agência da União Europeia para cooperação policial- ter apontado a existência dessa rede abrangendo mais de 20 países. A PF investiga a participação de sete brasileiros.

Segundo a Polícia Federal, foram identificados diversos usuários brasileiros que faziam parte do grupo em uma plataforma de bate-papo na internet. O objetivo era o compartilhamento de gravações de atos sexuais contra mulheres sedadas ou incapacitadas.

A PF diz ter monitorado mensagens trocadas entre os suspeitos em que eles discutiam o uso de medicamentos com propriedades sedativas, “demonstrando conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos adversos dessas substâncias”.

As investigações apontam que, em muitos casos, os agressores mantinham relação de confiança com as vítimas, como vínculos íntimos, familiares ou de convivência próxima, e que as mulheres, por estarem sedadas, geralmente não tinham consciência dos abusos nem lembrança dos fatos.

O material apreendido será submetido à perícia, e as investigações continuam para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.

A corporação cumpre três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.

As práticas investigadas podem ser enquadradas nos crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cenas de estupro, segundo a corporação, que diz também ter encontrado indícios de que os suspeitos propagaram conteúdo misógino na internet.

Agentes apreenderam celulares, computadores e outros materiais.

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