Menu
Brasil

PF deflagra operação contra extração e comércio ilegal de manganês no Pará

Advogada e médico foram confundidos nas redes sociais como pais de adolescente investigado e passaram a sofrer ataques e intimidações

Redação Jornal de Brasília

27/01/2026 14h39

Foto: Divulgação/PF

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (27), a Operação Nêmesis, com o objetivo de combater crimes ambientais e a usurpação de bens minerais da União. A investigação apura um esquema de extração e comercialização ilegal de manganês em em Marabá, no sudeste do Pará, com destino ao mercado internacional, especialmente a China

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nas cidades de Belém e Parauapebas (PA), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG). As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal.

Durante as diligências, os agentes apreenderam um helicóptero, veículos, joias e outros bens de alto valor. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 24 milhões vinculados aos investigados.

MR Mining no radar da Polícia Federal

Entre os alvos da investigação está o empresário Alexandre Masoller Borges e sua empresa, MR Mining, que passaram a ser monitorados pelas autoridades por ligação com esquema criminoso. Reportagem do Minera Brasil  de junho de 2025, já apontava Masoller e sua empresa  como parte da  quadrilha  

Agentes da PF estiveram no escritório da empresa em Goiânia, e segundo fontes que acompanham de perto as investigações, o local era apenas de fachada para tentar driblar as autoridades. A PF esteve também na residência de Masoller, mas ele não estava no local  

A MR Mining é apontada nas investigações como empresa que “esquenta” o manganês extraído ilegalmente, fornecendo estrutura para o escoamento da exportação do minério de origem clandestina

Estrutura criminosa e prisões

As investigações indicam que a organização criminosa mantinha estrutura sofisticada para mascarar a origem ilícita do manganês, utilizando notas fiscais “esquentadas” para dar aparência de legalidade ao produto e viabilizar a exportação fraudulenta. O esquema teria movimentado valores milionários, envolvendo mineradoras, operadores logísticos e intermediários financeiros.

Entre os presos está Jamil Amorim, que era procurado pela Justiça e apontado pela Polícia Federal como líder da organização criminosa responsável pelo esquema. Também foi alvo de busca o empresário conhecido como JK e sua filha investigados por participação direta nas atividades ilícitas. Segundo a PF, a atividade ilegal  vem causando prejuízos ambientais e danos ao patrimônio mineral da União.

ca41cbdf 3c47 496b 93fe ca7ed22fdd43
ca41cbdf 3c47 496b 93fe ca7ed22fdd43

Desdobramento de outras operações

A Operação Nêmesis é um desdobramento de investigações anteriores da Polícia Federal contra o mesmo tipo de crime, como as Operações Dolos I e II, deflagradas ao longo de 2024, que já haviam identificado a atuação de grupos envolvidos na extração e no comércio ilegal de manganês no Pará.

As investigações seguem em andamento, e a Polícia Federal não descarta o surgimento de novos envolvidos.

A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência Minera Brasil

Estadão Conteúdo

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado