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Brasil

PF apreende quase 4 toneladas de drogas e prende 820 pessoas no Aeroporto de Guarulhos em 2025

Volume de entorpecentes interceptados é recorde histórico; cocaína e derivados de THC lideram apreensões

João Victor Rodrigues

14/01/2026 7h38

Foto: Imagem de Arquivo/Agência Brasil

A Polícia Federal encerrou 2025 com resultados expressivos no Aeroporto Internacional de São Paulo. Ao longo do ano, as ações de fiscalização e repressão resultaram na apreensão de 3.992 quilos de drogas e na prisão de 820 pessoas por diversos crimes, com predominância do tráfico internacional de entorpecentes.

Segundo a corporação, os números refletem uma atuação contínua e integrada, baseada no uso de tecnologia, sistemas de inteligência, equipamentos especializados e cooperação com órgãos nacionais e internacionais. As operações abrangeram toda a área aeroportuária, incluindo fiscalização de passageiros e bagagens, controle migratório, porões de aeronaves, pátio, terminal de cargas e cumprimento de mandados judiciais.

O volume de drogas apreendidas em 2025 é o maior já registrado pela unidade. Do total, cerca de 46% correspondem à cocaína, com destino principalmente à Europa. Outros 52% são derivados de THC, como haxixe e skunk, provenientes, em sua maioria, da América do Norte e da Ásia, tendo o Brasil como destino final. A quantidade de entorpecentes à base de THC supera em mais de quatro vezes o maior volume já apreendido anteriormente no aeroporto.

Ao longo do ano, foram presas 451 pessoas por tráfico internacional de drogas, além de 307 capturas em cumprimento de mandados judiciais e 62 detenções por outros crimes, como contrabando, descaminho e uso de documentos falsos. Um dos métodos mais recorrentes foi o transporte de cocaína por ingestão de cápsulas, responsável pela prisão de 187 pessoas, número superior ao recorde registrado no ano anterior.

Outro destaque foi a queda significativa nos pedidos de refúgio protocolados no aeroporto. Em 2025, foram registradas 458 solicitações, volume bem inferior ao observado em anos anteriores. De acordo com a Polícia Federal, a redução está relacionada a medidas adotadas para coibir o uso do Brasil como rota de imigração irregular para outros países.

A corporação reafirmou que seguirá atuando de forma permanente e estratégica na principal porta de entrada aérea do país, com foco no combate ao tráfico internacional de drogas e a outros crimes transnacionais.

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