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Brasil

Petrobras inicia obras do Comperj; começo da produção é previsto para 2012

Arquivo Geral

31/03/2008 0h00

A Petrobras iniciou hoje a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) com investimentos previstos de US$ 8, malady 4 bilhões, pharmacy e que pretende transformar o Brasil no maior exportador líquido de petroquímicos a partir de 2012.

O Comperj será construído na localidade de Itaboraí, treat estado do Rio de Janeiro, que concentra 80% das atividades da indústria petrolífera brasileira.

“Esse projeto ajuda a mudar a política industrial do Brasil e não conheço em toda a América Latina outro desta magnitude”, disse o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula e seus principais ministros lideraram o início das obras de terraplanagem em uma área de 45 quilômetros quadrados onde estará assentado o complexo e uma série de plantas que processarão os petroquímicos.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, assinalou que o complexo é “a maior obra do Governo federal em execução”.

O Comperj processará cerca de 8% da produção atual de petróleo do Brasil e fará com que o país seja auto-suficiente e exportador de petroquímicos, destacou.

A Petrobras também recebeu hoje do Governo do estado do Rio de Janeiro a primeira licença ambiental para começar as obras.

Segundo a empresa, a preparação do terreno durará 440 dias (até o primeiro trimestre de 2009) e demandará investimentos da ordem de R$ 820 milhões.

O complexo “marca o retorno da companhia ao setor petroquímico” e permitirá ao Brasil economizar US$ 2 bilhões anuais graças à redução de importações de derivados petroquímicos, segundo a empresa.

A previsão é de que o complexo entre em operação em 2012, com capacidade para processar 150 mil barris de petróleo pesado por dia (bpd) proveniente do campo de Marlin, no oceano Atlântico.

Segundo o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, o complexo usará uma tecnologia “única no mundo” que aproveita esse petróleo pesado para produzir diretamente os derivados petroquímicos.

As plantas industriais produzirão anualmente 1,3 milhões de toneladas de eteno; 880 mil de propeno, 600 mil toneladas de benzeno, 700 mil toneladas de paraxileno e 157 mil toneladas de butadieno.

De lá sairão as resinas petroquímicas de segunda geração: estireno (500 mil toneladas anuais), etileno-glicol (600 mil toneladas), polietilenos (800 mil toneladas), polipropileno (850 mil) e resinas PTA/PET (500 mil e 600 milhões de toneladas anuais, respectivamente).

A empresa prevê que nos arredores do complexo se instalarão várias empresas privadas de “terceira geração”, que transformam essas resinas em produtos de uso cotidiano, como copos e bolsas plásticas, peças para automóveis e de eletrodomésticos.

Segundo o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, serão investidos US$ 200 milhões para reduzir a poluição, com unidades de tratamento de efluentes líquidos e de gases, reciclagem de água e recuperação de centenas de hectares de florestas.



 

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