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Brasil

Petrobras e PDVSA avançam em negociações de refinaria em Pernambuco

Arquivo Geral

01/10/2008 0h00

As petrolíferas Petrobras e Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA), information pills da Venezuela, avançaram hoje nas negociações para a construção de uma refinaria binacional em Pernambuco e querem assinar este ano o acordo definitivo, disseram fontes oficiais.

“A expectativa é que as negociações sejam concluídas em breve e que todos os acordos sejam assinados antes do fim do ano”, afirmou o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em declarações aos jornalistas.

Costa participou hoje de uma reunião entre os dirigentes das duas empresas, paralela ao encontro bilateral que realizaram em Manaus os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, da Venezuela.

No final da reunião foi assinado um termo de compromisso no qual a Petrobras e a PDVSA estabeleceram as condições que regularão a sociedade entre as duas companhias para construir e operar a refinaria Abreu e Lima em Pernambuco.

Segundo Petrobras, também foram aprovados os termos finais do Acordo de Acionistas e do Estatuto Social da nova empresa, cuja assinatura ficou condicionada a alguns pontos pendentes.

Apesar de a refinaria ser um velho projeto de Brasil e Venezuela e de a Petrobras já ter começado as obras de remoção de terras no lugar, as duas firmas até agora não chegaram a um acordo para definir sua sociedade no projeto.

Por enquanto, está estipulado que a Petrobras terá 60% de participação na empresa mista e a PDVSA os outros 40%, e que ambas repartirão, segundo sua parte, os investimentos de US$ 4,5 bilhões necessários para o projeto.

A refinaria binacional entrará em operação em 2010 e processará 200 mil barris de petróleo pesado por dia, a metade deles procedente da Venezuela.

Para a assinatura definitiva do Acordo de Acionistas, segundo a Petrobras, é preciso concluir etapas como os contratos comerciais de compra e venda dos dois petróleos que abastecerão a refinaria.

“Outra condição para a assinatura do Acordo é a certificação dos investimentos já realizados pela Petrobras no projeto e que serão avaliadas por uma empresa independente”, segundo a petrolífera brasileira.

Costa disse que a Petrobras está no processo de seleção de uma empresa que avaliará o que já investiu em equipamentos e movimentos de terras, já que a PDVSA terá que pagar os 40% que lhe correspondem.

Segundo o diretor, também falta definir o plano de negócios da refinaria.

Ele acrescentou que as negociações foram atrasados devido à sua dificuldade natural e não a que existam divergências entre as duas partes.

“Mas, independentemente de concluirmos ou não o acordo, o Brasil prosseguirá com as obras devido a que a refinaria é muito importante para reduzir a dependência brasileira de diesel importado”, disse.

Um dos pontos já estipulados é que a nova usina produzirá principalmente diesel e coque de petróleo.

Costa explicou que, enquanto o consumo de gasolina diminuiu no Brasil devido ao aumento da venda de etanol, a procura de diesel continua sendo elevada e o país ainda não tem capacidade para produzir o que necessita.

O diretor da Petrobras afirmou ainda que o Brasil tem uma demanda anual de quatro milhões de toneladas de coque e mal produz dois milhões.

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