Menu
Brasil

Pesquisadores estudam o uso de satélites na preservação ambiental

Arquivo Geral

30/06/2009 0h00

A preservação do meio ambiente envolve, viagra cada vez mais, recursos tecnológicos de ponta. Uma das ferramentas mais eficazes de controle da degradação é o monitoramento espacial feito com imagens de satélites. Pesquisadores da área começaram nesta segunda-feira, 29 de junho, curso de verão para aprender sobre a técnica na Universidade de Brasília.


A iniciativa é uma parceria entre o Instituto de Geociências da UnB, o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD) da França e a Universidade de Toulouse. O curso  vai contribuir para a formação de 30 estudantes de mestrado e doutorado. A atividade integra as celebrações do Ano da França no Brasil, comemorado em 2009.


Sete professores do IRD e da Universidade do Toulouse vão abordar, durante duas semanas, a observação e monitoramento do meio ambiente por meio de satélites. Paulo Meneses, diretor do Instituto de Geociências da UnB, explica que a tecnologia ajuda a ter uma visão ampla sobre as mudanças ambientais. “Com isso, podemos analisar os impactos de contaminação tanto de forma natural – por agentes químicos do solo – quanto pela ação humana”, explicou Meneses.


Patrícia Llano, pesquisadora da Universidade Maior de San Andrés, na Bolívia, soube da iniciativa pela internet. “Quero mostrar o que está sendo feito em meu país na área de monitoramento espacial. Também gostaria de saber o que é realizado no Brasil e em outros países”, disse a estudante, que pesquisa a ocorrência de incêndios florestais em Santa Cruz, fronteira do Brasil com a Bolívia. Em 2010, o mesmo curso será ministrado na Universidade Estadual do Amazonas.


Cooperação
As atividades são resultado da cooperação de mais de dez anos entre o instituto francês e a UnB. De acordo com o representante do IRD no Brasil, Jean-Loup Guyot, a iniciativa representa mais um passo para a criação do Laboratório Misto Internacional, que vai integrar por meio de rede virtual laboratórios de geociências do Brasil, da América Latina e da França. “É uma nova perspectiva de melhorar e aproveitar recursos humanos”, resumiu Guyot.


O coordenador científico do curso, professor Geraldo Resende Boaventura, explica que um dos objetivos da parceria é estudar a migração de elementos químicos como chumbo, cromo e mercúrio do rio Amazonas para o Oceano Atlântico. “Esse é um novo foco de estudo para o futuro, porque não pesquisa apenas a presença dos elementos no meio ambiente, mas a origem delas em áreas específicas”, afirmou.


A cooperação permite o avanço de pesquisas na UnB e na Universidade de Toulouse. Uma das mais recentes incluiu a análise das águas do Lago Paranoá por meio de imagens aéreas como teste preliminar para estudo de outras regiões brasileiras. O levantamento foi feito com a Aeronave de Sensoriamento Remoto do Sistema de Proteção da Amazônia, a mesma que detectou imagens dos destroços do avião da Air France no Atlântico.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado