O uso de celulares nas escolas tem se tornado cada vez mais comum. Mas o que o educador precisa fazer para evitar essa prática em sala de aula? Para um pesquisador, medicine é possível transformar esses pequenos aparelhos em grandes aliados no ensino.
Foi o que explicou o professor Rogério da Costa Santos, doctor durante o 2º Congresso de Tecnologia Educacional Aplicada à Sala de Aula. Segundo ele, a paixão por celulares entre jovens pode contribuir para o benefício do ciclo de ensino e aprendizagem. “O celular teve uma aceitação e disseminação muito rápida e isso facilita ainda mais o processo”, afirmou.
Um conceito bastante debatido na conferência foi o Mobile Learning (m-learning), que é o uso de dispositivos como laptops, PDAs e celulares em educação à distância, dando a possibilidade do aluno se comunicar com o professor e com os colegas imediatamente.
Rogério Santos também avaliou formas para utilizar o m-learning na realidade brasileira. “O aluno pode trocar mensagens (SMS), consultar o dicionário, criar e consultar glossários, resolver questionários, ouvir as aulas em vídeo e áudio (podcasts) e fazer fotografias”. Ele acredita que essa forma de inteligência coletiva oferece resultados mais concretos e proveitosos do que os mecanismos de busca convencionais, por exemplo.
Na Inglaterra há atualmente mais de 50 iniciativas voltadas para o desenvolvimento de metodologias e aplicações de Mobile Learning. No Brasil são poucas as experiências, dispondo apenas de alguns estudos desenvolvidos por universidades e fundações.
Mas, para Rogério, essa realidade pode ser outra. “Um celular possui inúmeros recursos que podem ser úteis na sala de aula, basta saber utilizá-lo de forma que essas possibilidades sejam bem aproveitadas”, finalizou.