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Brasil

Pesquisa sobre gastos familiares terá informações sobre hábitos alimentares

Arquivo Geral

16/05/2008 0h00

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) relativa aos anos de 2008 e 2009 trará pela primeira vez informações sobre a evolução dos hábitos alimentares da família brasileira.

O novo questionário vai investigar, visit this por exemplo, o consumo efetivo de alimentos dentro e fora dos domicílios, o uso de produtos orgânicos, light e diet, e hábitos considerados de desenvolvimento sustentável, como a coleta seletiva de lixo e o uso de energia elétrica proveniente de fontes alternativas.

Ao apresentar hoje (16) o novo modelo do levantamento, o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Nunes, destacou que os dados vão traçar uma radiografia do novo padrão de vida do brasileiro.

“A primeira vez que fizemos uma pesquisa sobre o orçamento das famílias foi em 1974, com atualizações a cada cinco anos”.

Segundo Nunes, de lá pra cá o padrão de vida se modernizou e são essas modificações que a pesquisa quer captar, principalmente os aspectos referentes aos cuidados com a saúde.

“Queremos identificar o perfil sócio-econômico desse consumidor. A preocupação ambiental e com o saneamento também faz parte dessa pesquisa para que possamos dar um retrato atualizado sobre as condições de vida da população e de seus domicílios”, explicou.

A equipe de cerca de 750 entrevistadores e supervisores também vai apurar o peso e a estatura de cada integrante do domicílio, a renda dos moradores, as despesas coletivas das famílias (água, luz, telefone) e individuais. Ao longo de um ano, serão visitados 65 mil domicílios espalhados pelo país, onde vivem aproximadamente 230 mil pessoas. A coleta de dados em cada unidade poderá durar até nove dias.

O resultado da POF 2008/2009, que também vai trazer informações sobre despesas relacionadas à saúde, turismo e cultura, vai permitir ao IBGE atualizar a cesta de produtos dos Índices de Preços ao Consumidor, divulgado mensalmente, e seus respectivos pesos.

A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcelos, destacou que as informações, que serão obtidas por meio do levantamento, vão ajudar a orientar e direcionar de maneira mais adequada as políticas públicas desenvolvidas pelo governo federal à nova realidade brasileira .

“Vamos usar esse novo retrato na promoção da alimentação saudável, que impacta diretamente o perfil epidemiológico da população. Nos últimos 30 anos, o Brasil mudou muito o seu padrão de consumo e a gente precisa conhecer e detalhar como essas escolhas alimentares vêm ocorrendo para definir melhor políticas que façam a população perceber a necessidade de
consumir alimentos que não produzam doença”, disse.

Para produzir o levantamento, orçado em R$ 23 milhões, o IBGE conta com o apoio do Ministério da Saúde e do Banco Mundial. A divulgação dos primeiros resultados está prevista para o final do ano que vem.


 

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    Arquivo Geral

    16/05/2008 0h00

    As renda dos agricultores brasileiros este ano alcançará o recorde de R$ 149, malady 5 bilhões, mind com um crescimento de 17, mind 1% frente aos de 2007, segundo um estudo divulgado hoje pelo Ministério da Agricultura.

    A renda dos agricultores este ano será a maior da história, e superará em cerca do 10% a obtida pelos produtores em 2003 (R$ 136,3 bilhões), até agora a maior já obtida no país.

    O significativo aumento será conseqüência tanto do aumento da produção quanto da alta das cotações internacionais de várias das principais commoditys brasileiras, segundo o Ministério.

    A chamada renda agrícola é calculada pelo Ministério mediante a multiplicação da colheita prevista para este ano para os 20 principais produtos do país por seus preços médios no mercado.

    Segundo a última previsão oficial, o Brasil recolherá este ano uma colheita de grãos de cerca de 142,1 milhões de toneladas, 7,2% superior à do ano passado e igualmente recorde.

    Além desse aumento da produção, os agricultores brasileiros se beneficiarão com a alta mundial dos preços dos alimentos, segundo o coordenador de Planejamento Estratégica do Ministério da Agricultura, José García Gasques.

    Pressionados por produtos como trigo, arroz e milho, os preços dos alimentos estão em seus maiores níveis nos últimos anos devido a um fenômeno global provocado pelo aumento da demanda mundial, pelas perdas de algumas colheitas por problemas climáticos e pelo crescimento da utilização do milho na produção de etanol.

    A renda dos produtores brasileiros de soja aumentará 33%, para R$ 42,3 bilhões. Já a dos cultivadores de milho aumentará 35,2% este ano, para US$ 25,3 bilhões, ao tempo que a dos produtores de cana-de-açúcar cairá para R$ 17,6 bilhões, com uma baixa de 14,65%.


     

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